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Escândalo do INSS: apenas 1 entidade assinou contrato no governo Lula

De acordo com as investigações, os desvios ocorreram entre os anos de 2019 e 2024

Redação
Por Redação
Fraude no INSS causou rombo de bilhões
Fraude no INSS causou rombo de bilhões - Foto: Agência Brasil

Apenas uma das 11 entidades investigadas na fraude do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) assinou contrato em 2023 — início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação consta na nota oficial do Ministério da Previdência Social na sexta-feira, 25. Ainda de acordo com a pastas, as demais são de 1994, 2014, 2017 (dois acordos), 2021 e 2022 (cinco acordos) — dois últimos anos da gestão de Jair Bolsonaro (PL).

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“Como é possível observar, esses descontos vinham ocorrendo em governos anteriores. Na atual gestão, ações imediatas foram tomadas”, frisou o MPS em trecho da nota. A pasta de Lupi se refere ao esquema que desviou dinheiro de aposentados e pensionistas do INSS.

No comunicado, a pasta confirmou que os aposentados e pensionistas que tiveram desconto de mensalidade não autorizado no contracheque de abril terão o dinheiro devolvido na próxima folha de pagamento e as mensalidades foram descontinuadas.

As entidades investigadas pela CGU e o ano da assinatura do acordo são:

  • Contag – 1994
  • Sindnapi – 2014
  • Ambec – 2017
  • Conafer – 2017
  • AAPB – 2021
  • AAPPS Universo – 2022
  • Unaspub – 2022
  • APDAP PREV (antiga Acolher) – 2022
  • ABCB/Amar Brasil – 2022
  • CAAP – 2022
  • AAPEN (antiga ABSP) – 2023

Na operação deflagrada na quarta-feira, 23, pela Polícia Federal (PF) em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) teve como foco um esquema bilionário de fraudes INSS que teria desviado recursos de aposentados e pensionistas ao longo de anos

De acordo com as investigações, os desvios ocorreram entre os anos de 2019 e 2024, podendo chegar a R$ 6,3 bilhões, conforme é estimado.

Com o decorrer da operação, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi afastado inicialmente e, em seguida, demitido do cargo.

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