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Ex-STF defende permanência de Moraes em julgamento contra Bolsonaro

"O ministro não é suspeito coisa nenhuma", disse o ex- ministro Carlos Ayres Britto

Redação
Por Redação
| Atualizada em
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes - Foto: Gustavo Moreno

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, não pode ser considerado suspeito de julgar a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por participação na suposta trama golpista.

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“Entendo que objetivamente, pela análise dos dados de que disponho, o ministro não é suspeito coisa nenhuma, ele tem condições plenas de atuar como relator como figura central do processo e emitir seus juízos técnicos sem nenhum comprometimento de ordem técnica do processo em si”, disse o ministro aposentado em entrevista à CNN. O julgamento ocorre na próxima terça, 25, e quarta-feira, 26.

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Ayres Britto ainda ressaltou a experiência e a competência de Moraes: “É um ministro tarimbado, conhecido pelos cargos anteriores de que foi titular e conduz as coisas com, digamos, com tecnicidade, com objetividade, com isenção”.

Moraes, tido como uma potencial vítima do caso, é suspeito para a defesa do general Walter Souza Braga Netto, que será um dos julgados nesta semana, junto com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os advogados do ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, o relator não é vítima no caso, no entanto, segundo a denúncia da PGR e o relatório da Polícia Federal (PF), houve uma tentativa de golpe com um plano para matar o magistrado, o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Por isso, a defesa afirma que Moraes não deveria julgar o caso.

Na última quinta-feira (20), o STF decidiu que os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin estão aptos a analisar a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

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Alexandre de Moraes carlos ayres britto Jair Bolsonaro julgameto STF trama golpista

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