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MOROSIDADE

Falta de professores e obras lentas geram caos em escola de Juazeiro

Intervenção em unidade escolar começou há aproximadamente dois meses

Rodrigo Tardio
Por
| Atualizada em
Escassez de mão de obra tem impactado diretamente o progresso da estrutura
Escassez de mão de obra tem impactado diretamente o progresso da estrutura - Foto: Reprodução
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Famílias da comunidade de Alfavaca, no distrito do Salitre, zona rural de Juazeiro, norte da Bahia, demonstram indignação com a lentidão nos serviços de construção da Escola João Dias Ferreira, na gestão do prefeito Andrei da Caixa (MDB).

Apesar de a intervenção ter começado há aproximadamente dois meses, o ritmo das atividades segue a passos lentos, segundo relatos obtidos pelo portal A TARDE, contando com a atuação de apenas dois operários no canteiro de obras.

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A escassez de mão de obra tem impactado diretamente o progresso da estrutura. De acordo com os pais dos estudantes, etapas básicas do projeto ainda não avançaram, já que há trechos em que foram executadas somente as sapatas do alicerce, sem que nenhum alvenaria tenha sido erguida até o momento.

Improviso e prejuízo ao aprendizado

Enquanto o novo prédio não sai do papel, o ano letivo das crianças vem sendo feito de forma provisória na sede da associação comunitária local. O espaço passou por adaptações paliativas que, de acordo com a população, estão longe de oferecer um ambiente adequado para o desenvolvimento pedagógico.

“Fizeram uma ‘reforma’ na associação, no improviso. Colocaram apenas divisórias de paredes, mas a parte de cima ficou toda aberta. O barulho de uma sala atrapalha a outra e isso dificulta muito a aprendizagem das crianças”, protestam os responsáveis.

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Vias danificadas e transporte precário

Além dos problemas na rede física de ensino, a comunidade enfrenta transtornos na mobilidade diária dos alunos.

Os moradores denunciam que os estudantes enfrentam um trajeto de quase uma hora e meia para chegar ao local das aulas, reflexo do bloqueio em uma ponte da região que segue sem o devido reparo.

As críticas também se estendem à frota do transporte escolar e às condições de trafegabilidade das estradas vicinais.

Classificando a situação como inadmissível, as famílias exigem uma resposta imediata do poder público para resolver os gargalos na infraestrutura e assegurar o direito básico das crianças a uma educação de qualidade e com segurança.

A reportagem de A TARDE procurou a prefeitura de Juazeiro, e ainda aguarda resposta aos questionamentos.

Falta de professores

Em outro caso denunciado também por pai de alunos foi mostrado pelo portal A TARDE no último fim de semana. Uma das instituições de ensino mais emblemáticas da zona rural de Juazeiro, no Norte baiano — historicamente reconhecida como referência em qualidade pedagógica, enfrenta uma crise operacional.

Pais e responsáveis por estudantes denunciam um cenário marcado pela escassez de professores, morosidade no preenchimento de vagas e fragilidade na condução administrativa do estabelecimento.

O gargalo central no cotidiano da unidade está associado ao encerramento dos contratos por tempo determinado.

Por exigência legal, os profissionais contratados temporariamente precisam cumprir o chamado interstício — intervalo obrigatório entre o fim de um vínculo e a assinatura de um novo contrato com o Poder Público.

De acordo com relatos dos familiares, a administração municipal, sob o comando do prefeito Andrei da Caixa, tem falhado na antecipação e no planejamento do cronograma dessas saídas.

A falta de reposição prévia faz com que o cumprimento do interstício resulte em janelas prolongadas de desassistência, deixando diversas turmas sem disciplinas essenciais.

Desfalque na equipe

A perda de pessoal atingiu diretamente a rotina das salas de aula. De acordo com informações repassadas à reportagem, a escola sofreu recentemente o desligamento dos lecionadores das matérias de História e Geografia.

O déficit, contudo, não se restringe ao corpo docente. Ainda no período que antecedeu o recesso letivo, a unidade perdeu a mãe social e a auxiliar de sala, que também se afastaram para cumprir a transição contratual exigida por lei. Até o momento, nenhum dos postos vagos foi recomposto pelo município.

"A escola já foi referência pela qualidade do ensino. Infelizmente, tem perdido o brilho aos olhos de muitos. A sensação é de falta de organização e de gestão", disse um pai que não quis se identificar.

Sobrecarga e cobranças

A insatisfação da comunidade estende-se à condução logística da escola. Familiares destacam que a equipe diretiva e a coordenação pedagógica atuam visivelmente sobrecarregadas e sem a retaguarda necessária do Executivo municipal para gerenciar o volume diário de demandas.

A comunidade escolar cobra a recomposição urgente do quadro de colaboradores para garantir a normalização do calendário letivo e a preservação do direito do estudante.

Sobre esse fato, no último domingo, a reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Juazeiro para obter um posicionamento oficial sobre o cronograma de contratações e as medidas para sanar o desfalque na unidade e não houve resposta aos questionamentos enviados.

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Tags

comunidade Direitos das Crianças Educação infraestrutura Problemas de Construção transporte escolar

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