SUCATEAMENTO
Pais denunciam falta de professores em escola rural de Juazeiro
Relatos indicam demora na reposição de professores e falhas na gestão da unidade


Famílias de alunos de uma escola rural de Juazeiro, norte da Bahia, denunciam que a instituição — historicamente reconhecida como modelo pedagógico no interior do município — enfrenta uma crise marcada pelo déficit de professores, desorganização administrativa e lentidão na contratação de substitutos.
O principal gargalo apontado pelos responsáveis diz respeito à rotatividade e ao encerramento de contratos temporários. Por exigência legal, profissionais contratados precisam cumprir o chamado interstício — intervalo obrigatório entre o fim de um vínculo temporário e a realização de um novo contrato com o poder público.
No entanto, de acordo com as famílias, a administração pública, gestão do prefeito Andrei da Caixa (MDB), não tem feito o planejamento prévio para suprir essas ausências, deixando os estudantes sem aulas por longos períodos.
Incerteza nas salas
A perda de profissionais tem afetado tanto o corpo docente quanto a equipe de apoio pedagógico. De acordo com os relatos enviados à reportagem, a unidade perdeu recentemente os professores das disciplinas de Geografia e História.
A situação se agravou ainda antes do recesso escolar, quando a auxiliar de sala e a mãe social também deixaram os cargos para cumprir o interstício.
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Até o momento, nenhum dos postos vagos foi recomposto, o que tem gerado prejuízos diretos ao aprendizado e à rotina dos estudantes.
"A Escola já foi referência pela qualidade do ensino, infelizmente tem perdido o brilho aos olhos de muitos. A sensação é de falta de organização e de gestão", desabafou um dos responsáveis.
Impactos na comunidade
A insatisfação se estende à condução pedagógica e à logística diária do estabelecimento. Responsáveis destacam que a equipe diretiva e a coordenação parecem sobrecarregadas e sem respaldo para gerenciar o volume de demandas.
As famílias cobram que a recomposição do quadro de funcionários seja feita com urgência, garantindo a normalização das aulas e o direito dos alunos.
A reportagem procurou a Prefeitura de Juazeiro, e ainda aguarda resposta aos questionamentos.


