SÍMBOLO POLÍTICO
Lula diz sentir orgulho de ver o 'L' como símbolo de luta internacional
Presidente diz que vitória no Brasil representa avanço do progressismo mundial



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira, 5, sentir orgulho ao ver o gesto de fazer o 'L' ultrapassar as fronteiras brasileiras e ganhar projeção como símbolo de luta política em outros países. Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, o petista associou a repercussão internacional do movimento à vitória nas eleições presidenciais e ao fortalecimento do progressismo.
A manifestação ocorre em meio à repercussão da reeleição de Lula no cenário internacional. Desde o resultado do segundo turno, o gesto com as mãos passou a aparecer em manifestações e declarações de lideranças políticas estrangeiras.
Eco do 'Fazer o L' Brasil afora
No México, a presidente Claudia Sheinbaum reproduziu o sinal durante uma entrevista coletiva em 26 de outubro. Já na Espanha, o chefe de governo, Pedro Sánchez, classificou a vitória do brasileiro como o início de uma virada do progressismo. O Partido Socialista espanhol também incorporou o 'L' à propaganda eleitoral para o pleito marcado para o próximo dia 29.
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O gesto ainda foi registrado em manifestações na França, na Itália e no Líbano, entre outros países.
No Chile, deputados do Partido Socialista reproduziram o gesto de formar a letra “L” com os dedos dentro do Congresso Nacional. Na Argentina, a repercussão da campanha brasileira apareceu de outra forma: apoiadores do peronismo criaram o grupo digital “Exército do Peronismo”, inspirado na estrutura de mobilização utilizada por aliados de Lula durante a disputa eleitoral.
Nos Estados Unidos, ativistas ligados ao Partido Democrata também passaram a discutir estratégias adotadas na campanha brasileira. A influenciadora Jess Craven publicou um vídeo sobre o que os norte-americanos poderiam aprender com a experiência de mobilização no Brasil.
Lula atribui símbolo aos apoiadores
Ao comentar a dimensão que o símbolo alcançou, Lula atribuiu o protagonismo aos apoiadores que difundiram o movimento. "O Brasil virar exemplo de progressismo no mundo, o L virar um exemplo de um símbolo de luta no mundo é uma coisa que dá orgulho", disse. "O 'L' é de vocês, foram vocês que o ergueram", acrescentou, ao lado de André Janones, criador do movimento digital Exército do Lula.
Na avaliação do presidente, o resultado das eleições brasileiras teve repercussão que ultrapassa os limites nacionais. "Foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo", declarou.
Presidente menciona Trump e Netanyahu
Lula também relacionou o momento político à situação de outros líderes internacionais, mencionando o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que, segundo ele, "perdeu em Israel", e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre quem comentou que "parece que o amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos".
Durante a transmissão, o petista ainda relembrou uma conversa com o presidente norte-americano, na qual defendeu que a liderança política deve ser construída pelo diálogo, e não pelo medo.
"Eu me sinto um pouco triste por eles", disse Lula, antes de recordar o conselho que afirmou ter dado a Trump: "Eu disse para o Trump: 'Você tem que fazer uma escolha. Se você quer ser um líder temido ou um líder amado. Um líder amado as pessoas querem ouvi-lo; um líder temido as pessoas se escondem, por medo de apanhar'".


