CASO DE FAMÍLIA
Flávio e Eduardo Bolsonaro: entenda a diferença entre os casos de fuga
Filhos de Jair Bolsonaro estão na mira do Supremo Tribunal Federal



A suspeita de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha deixado o Brasil para evitar possíveis consequências judiciais trouxe à tona o caso de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde 2025.
Embora os dois episódios estejam relacionados ao embate da família Bolsonaro com investigações do Supremo Tribunal Federal (STF), há uma diferença central entre eles:
Flávio teria deixado o país apesar de uma restrição judicial, enquanto Eduardo se mudou para os Estados Unidos quando ainda não estava impedido de viajar.
A suspeita de fuga do senador ganhou força em meio à disputa presidencial. No último domingo, 25, Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Dois dias antes, Eduardo havia defendido publicamente que o irmão deixasse o Brasil caso perdesse a eleição.
Para justificar a sugestão, o ex-deputado alegou que Flávio perderia a imunidade parlamentar e se tornaria alvo do que classifica como “perseguição política” por parte do Judiciário.
Eduardo Bolsonaro já havia usado o mesmo argumento para justificar a própria saída do Brasil e sua atuação contra o inquérito da trama golpista, que condenou o pai dele, Jair Bolsonaro.
Diante da suspeita de que Flávio Bolsonaro poderia deixar o Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a apreensão do passaporte do senador e o proibiu de sair do país na segunda-feira, 26.
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Relembre o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro
- Início de 2025: Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos quando ainda era deputado federal. Partidos de oposição, entre eles o PT, pediram ao STF a apreensão de seu passaporte.
- Março de 2025: O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido, seguindo manifestação da PGR, que apontou falta de elementos mínimos de crime nas agendas do ex-deputado no exterior. Eduardo permaneceu nos EUA sem impedimento judicial de viagem.
- Investigação no STF: Posteriormente, Eduardo passou a ser investigado por suspeita de coação no curso do processo relacionado à trama golpista que tinha como alvo seu pai, Jair Bolsonaro.
- Junho de 2026: Eduardo foi condenado pelo STF por coação no curso do processo. Após o trânsito em julgado, foram determinadas medidas para iniciar o cumprimento da pena, incluindo a expedição de mandado de prisão e o cancelamento de seus passaportes brasileiros.
Como Eduardo permanece nos Estados Unidos, o cumprimento da ordem judicial depende dos mecanismos legais disponíveis para viabilizar a apresentação dele à Justiça brasileira. Atualmente, ele é considerado procurado.


