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Fux é esperança de bolsonaristas, mas reafirma oposição à anistia

Ministro é único a divergir de Alexandre de Moraes, relator do caso do ex-presidente

Gabriela Araújo
Por
Ministro Luiz Fux, do STF, durante julgamento de Bolsonaro (PL)
Ministro Luiz Fux, do STF, durante julgamento de Bolsonaro (PL) - Foto: Fellipe Sampaio | STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), único a divergir com voto do ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já se posicionou contra a anistia a crimes contra a democracia.

O magistrado, considerado a única esperança dos bolsonaristas no julgamento da próxima terça-feira, 2, na Primeira Turma da Corte, fez a afirmação em 2023 no indulto que o então presidente Bolsonaro concedeu ao deputado Daniel Silveira.

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A medida foi assinada por Bolsonaro um dia depois de o parlamentar ter sido condenado pelo STF a 8 anos e 9 meses de prisão por ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo.

Apesar disso, a defesa do ex-presidente espera que o ministro seja o único a votar pela absolvição de Bolsonaro contra os outros quatro magistrados:

  • Carmén Lúcia;
  • Cristiano Zanin;
  • Flávio Dino;
  • Alexandre de Moraes, relator do caso.

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Fux diverge de Moraes

Fux também foi o único ministro a divergir das medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes, relator do caso. Ele também já questionou a competência da Corte para julgar o caso, considerou "exacerbadas" as penas aplicadas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Com relação às medidas cautelares impostas a Bolsonaro, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar as redes sociais, Fux foi o único integrante da Primeira Turma do STF a divergir de Moraes.

Saiba quais crimes Bolsonaro é acusado

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Organização criminosa armada;
  • Golpe de estado;
  • Dano qualificado pela violência;
  • Grave ameaça contra patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado.
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Bolsonaro julgamento Bolsonaro ministro luiz fux STF

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