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Governadora sugere laqueadura sem consentimento: “Faz sem ela saber”

Raquel Lyra sugeriu que mulher fosse submetida ao procedimento sem saber

Luiza Nascimento
Por
Raquel Lyra
Raquel Lyra - Foto: Reprodução
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Governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) se envolveu em uma polêmica após aparecer em um vídeo sugerindo a realização de laqueadura em uma mulher, mesmo sem aval.

O registro foi gravado em 2025, durante a inauguração da ala pediátrica do Hospital Regional Dom Moura, no município de Garanhuns, mas foi divulgado apenas nos últimos dias.

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A situação ocorreu durante uma conversa entre Lyra e outra mulher, que aparenta ser funcionária da unidade de saúde. A suposta trabalhadora relata que a paciente, que tem sete filhos, estaria grávida novamente.

"A gente tem que fazer laqueadura, visse? Aí a gente bota na fila da laqueadura [...] faz sem ela saber", disse Raquel Lyra em resposta.

Veja vídeo:

Governadora admite comentário e pede desculpas

Após o vídeo viralizar, Raquel usou as redes sociais para confirmar o episódio, que classificou como "fala equivocada".

"Há um vídeo circulando com uma fala equivocada sobre laqueadura. Não tenho compromisso com o erro. Peço desculpas. Como mãe e mulher, sei dos desafios de criar os filhos e tomar decisões sobre planejamento familiar", escreveu na legenda.

No vídeo, ele segue o mesmo raciocínio, reconhecendo que agiu de forma desrespeitosa com a paciente.

"Essa fala nada traduz o respeito que eu tenho nas mulheres. Por isso, eu peço desculpas. Foi uma fala equivocada", destacou.

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Nos comentários, eleitores demonstraram apoio, no entanto, há inúmeras pessoas manifestando repúdio em relação à situação.

"Crime agora virou fala equivocada", ironizou um internauta. "Não são palavras que caibam na boca de alguém que defende os direitos das mulheres [...] jamais poderia eleger alguém que defendeu laqueadura forçada", opinou mais uma. "Ia até votar em tu, mas fiquei na dúvida agora por esse teu diálogo tão sujo", comentou outra.

Realização de laqueadura depende de consentimento

A legislação brasileira estabelece que a realização de laqueadura, procedimento cirúrgico de esterilização voluntária e definitiva que consiste em cortar, amarrar ou bloquear as tubas uterinas para impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide, deve acontecer de forma voluntária pela paciente.

A Lei nº 9.263/1996, que trata do planejamento familiar, determina que a realização depende da vontade da mulher que irá realizar, de maneira formal, registrada em documento escrito e assinado.

Além disso, a paciente precisa ser informada previamente sobre os riscos da cirurgia, possíveis efeitos colaterais, dificuldades de reversão e métodos contraceptivos reversíveis disponíveis.

Desta forma, a lei estabelece como crime a realização do procedimento em desacordo com as exigências, com pena prevista de dois a oito anos de reclusão e multa.

Campanha acalorada em Pernambuco

A corrida eleitoral em Pernambuco tem sido acalorada, principalmente entre Lyra e o principal rival, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB). Ambos têm trocado acusações sobre a existência de "gabinetes do ódio" nas campanhas.

Entre os episódios de destaque, em agosto, cartazes anônimos foram espalhados no Centro de Recife, sugerindo que Raquel Lyra teria matado o marido, que faleceu decorrente a um infarto em 2022, para ganhar eleição.

Cartaz contra Raquel
Cartaz contra Raquel - Foto: Reprodução

Além disso, na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco mandou suspender um perfil no Instagram que convocava pessoas a jogarem ovos na governadora.

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Laqueadura Pernambuco Raquel Lyra

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