BRASIL
Jair Bolsonaro pode voltar à Papudinha na próxima semana
Decisão sobre manutenção ou não da prisão domiciliar está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode voltar à Papudinha, em Brasília, na próxima semana. Isso ocorrerá caso o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não prorrogue o regime de prisão domiciliar o qual ele está submetido desde março.
A defesa do liberal prevê que a decisão só sairá na próxima semana. A projeção, de acordo com o Igor Gadelha, do Metrópoles, leva em conta os prazos processuais. Na última quarta-feira, 24, Moraes deu 48h para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronunciar sobre o assunto.
Na sequência, Moraes dará outras 48h para a defesa se manifestar. A previsão dos advogados é de que o prazo deles só comece a contar a partir da próxima segunda-feira, 29. Assim, a expectativa da defesa é de que Moraes só tome uma decisão sobre o tema a partir de quarta-feira, 1º.
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Receio
O temor de que Moraes acabe mandando Bolsonaro de volta para a Papudinha se baseia no episódio em que arma pertencente ao ex-presidente foi flagrada com um segurança do GSI durante uma blitz, em Brasília — o receio é o de que isso seja visto como uma transgressão às regras da domiciliar.
No despacho em que pediu a manifestação da PGR sobre o assunto, Moraes escreveu que Bolsonaro pode ter cometido uma “falta grave” com o episódio da arma.
PGR descarta 'falta grave' em caso que envolve arma de Bolsonaro
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira, 25, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o parecer sobre a arma apreendida com um dos seguranças do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na manifestação, Gonet disse que o caso está na fase inicial de investigação e que ainda não vê falta grave na conduta de Bolsonaro.
"O episódio noticiado, que se encontra em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria, não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido", disse Gonet.
O procurador acrescentou que vai aguardar o fim da apuração do caso, que é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, para ter um "juízo final e mais abrangente sobre os fatos".


