JUSTIÇA
Justiça questiona defesa de Janja pela AGU em ação sobre viagens
Juíza deu 15 dias para órgão mostrar documentos que comprovem regularidade da representação



A Justiça Federal do Distrito Federal deu 15 dias para que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresente os documentos que comprovem a regularidade da representação judicial da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, em uma ação popular que questiona gastos com viagens internacionais.
A medida foi tomada porque a própria AGU afirmou que assumiu a defesa após um pedido administrativo da primeira-dama e uma análise jurídica, mas os registros que comprovam esses atos não foram apresentados no processo.
No despacho, a juíza Maria Cecília de Marco Rocha, da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, pediu que a AGU apresente o requerimento feito pela primeira-dama, o parecer ou manifestação jurídica que analisou o pedido e outros documentos utilizados para justificar a atuação do órgão.
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Entenda a ação movida contra Janja
A ação popular que contesta gastos públicos relacionados a viagens internacionais foi movida pelo vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e pelo advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) contra a União e Janja.
Os autores contestam despesas de viagens realizadas pela primeira-dama tanto em delegações oficiais do governo quanto em agendas sem a presença do presidente Lula (PT).
Entre as viagens citadas no processo estão:
- Nova York: março de 2024
- Roma: fevereiro de 2025
- Paris: março de 2025
- Moscou e São Petersburgo, na Rússia: maio de 2025
Os autores alegam que houve uso indevido de recursos públicos e pedem a anulação dos atos que autorizaram as despesas, além do ressarcimento dos valores aos cofres públicos.
Após a acusação, a União e Janja apresentaram uma contestação conjunta, com a defesa feita pela AGU.


