NO RIO DE JANEIRO
Líder do União Brasil é preso com fuzil e alega que arma era de escolta
Armamento foi encontrado no veículo de Márcio Canella, após ação da Polícia Federal no RJ


O presidente do União Brasil no Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella, foi preso por posse ilegal de fuzil após agentes da Polícia Federal encontrarem o armamento em seu carro nesta terça-feira, 7. Em defesa, o dirigente partidário teria alegado que a arma pertence a um policial militar que fazia parte de sua escolta pessoal.
Canella estava entre os alvos da 6ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. Segundo a PF, o pré-candidato ao Senado é apontado como braço político do grupo investigado.
Após a prisão, o líder do União Brasil afirmou a aliados do partido que está registrada em nome do governo do Estado e pertence a um dos policiais militares que fazem sua escolta. Conforme apuração da jornalista Daniela Lima, Canella irá dar essa informação quando passar por audiência de custódia, que definirá uma possível manutenção da prisão.
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Movimentação teria sido filmada
De acordo com a reportagem, Canella informou ter chegado em casa por volta de 1h da manhã de uma agenda de trabalho. O PM que fazia sua escolta teria decidido deixar o fuzil dentro do carro e ir para a própria residência em sua moto. A movimentação teria sido filmada pelas câmeras de segurança.
Pela explicação dada, o União Brasil não cogita punição imediata ao ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado. Ele entrou na mira da PF por suspeita de branqueamento de capitais por meio de postos de combustíveis, expediente que se tornou corriqueiro em grandes organizações criminosas do Rio e de São Paulo.


