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2 DE JULHO

Lula defende judicialização do IOF após derrota no Congresso

Presidente falou sobre decreto legislativo que derrubou decisão presidencial e afirmou: "Eles legislam, eu governo"

Alan Rodrigues com Redação
Por Alan Rodrigues com Redação
| Atualizada em
Presidente Lula considera que houve quebra de acordo por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta
Presidente Lula considera que houve quebra de acordo por parte do presidente da Câmara, Hugo Motta - Foto: Fábio Rodrigues | Agência Brasil

Antes de se dirigir ao desfile do 2 de julho, o presidente Lula, que pelo 4º ano consecutivo participa da celebração, concedeu entrevista à Rede Bahia e falou sobre a crise do IOF, com a judicialização do decreto legislativo que anulou decreto presidencial publicado para ajustar as alíquotas do imposto sobre operações financeiras.

"Muitas vezes as pessoas fazem uma tormenta desnecessária", disse Lula. "Presidente tem que governar e decreto á atribuição do presidente", completou.

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Sobre o teor do decreto, Lula defende que não há aumento no IOF, mas um ajuste para evitar cortes na saúde e educação.

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Cada macaco no seu galho

O presidente atribui o recuo do presidente da Câmara Hudo Motta à pressão de bets (casas de apostas) e fintechs (instituições financeiras) e lembra que havia um acordo firmado com Motta na residência dele, que não foi cumprido. Por isso, defendeu o ingresso no Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrido ontem, para revogar a decisão do Congresso.

"Se eu não for ao STF eu não governo mais o país. Cada macaco no seu galho, eles legislam e eu governo", disse Lula, que defende uma redução linear de 10% nas isenções fiscais que hoje, segundo o presidente, consomem R$ 860 bilhões do orçamento.

"Querem que eu corte benefícios? Que eu não aumente o salário mínimo? Tem que cortar de quem tem gordura", acrescentou Lula.

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