POLÍTICA
Marina Silva é alvo de tentativa de agressão durante campanha
Homem avançou contra candidata ao Senado e foi contido por integrantes da campanha



A candidata ao Senado Marina Silva (Rede) foi alvo de uma tentativa de agressão nesta segunda-feira, 17, durante a primeira agenda de campanha de Fernando Haddad (PT) ao Governo de São Paulo.
O episódio ocorreu no centro da capital paulista. Segundo os relatos, o homem se aproximou de Marina de forma agressiva e chegou a tocar no ombro e na barriga da candidata.
Enquanto avançava em direção à ex-ministra, ele repetia perguntas sobre um suposto retorno à “cena do crime”. Assessores que acompanhavam a agenda intervieram imediatamente e afastaram o homem.
A identidade dele não foi divulgada até o momento.
Relato da candidata
Após o episódio, Marina afirmou que o comportamento do homem foi agressivo e disse esperar que situações semelhantes não se repitam durante a campanha.
“Ele se atirou na frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo, mas sei que eles vão fazer isso. Hoje foi comigo. Eu espero e trabalharei muito para que esses sejam episódios isolados”, afirmou Marina Silva.
Haddad atribui episódio à extrema direita
Fernando Haddad classificou o episódio como uma tentativa de intimidação contra Marina e atribuiu a ação à extrema direita.
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O candidato ao governo paulista afirmou que a ex-ministra possui uma trajetória ligada a causas de interesse nacional e declarou que os ataques não devem impedir sua participação na campanha.
A ocorrência aconteceu durante a primeira agenda pública de Haddad após o início oficial da campanha. No domingo, 16, ele havia participado de uma atividade ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Bernardo do Campo.
Candidatos criticam violência contra mulheres
Durante a agenda, Haddad também criticou a política de segurança pública do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, São Paulo precisa de novas estratégias e maior uso de inteligência para prevenir crimes e agressões contra mulheres.
A candidata ao Senado Simone Tebet (PSB), que acompanhava Haddad e Marina, chamou atenção para o funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher. Segundo ela, muitas unidades encerram o atendimento às 19h, apesar de os crimes contra mulheres ocorrerem com frequência no período noturno.
Tebet afirmou que, caso seja eleita, pretende direcionar recursos para ações de combate à violência doméstica.
A deputada federal Érika Hilton (PSOL), candidata à reeleição, também abordou o tema durante a atividade. Ela defendeu a ampliação do número de casas de apoio e a participação financeira do governo paulista na assistência a mulheres vítimas de violência.


