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Marta Rodrigues fala sobre democracia e direitos no 7 de Setembro

Mobilização em Salvador chega a 28 anos e defende soberania nacional

Cássio Moreira, Luan Julião e Gustavo Zambianco
Por Cássio Moreira, Luan Julião e Gustavo Zambianco
A vereadora Marta Rodrigues (PT)
A vereadora Marta Rodrigues (PT) - Foto: José Simões/Ag. A TARDE
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O Grito dos Excluídos voltou a ocupar as ruas de Salvador neste 7 de Setembro com uma pauta que vai além da defesa da soberania nacional. A mobilização também destacou a importância da democracia, da educação pública, da saúde e da garantia de direitos para diferentes grupos da sociedade.

O portal A TARDE falou rapidamente com Marta Rodrigues, vereadora de Salvador pelo PT (Partido dos Trabalhadores) e irmão do governador Jerônimo Rodrigues, lembrou que acompanha o movimento desde a primeira edição, quando a mobilização ainda reunia poucas pessoas na Praça da Piedade.

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“Nós sempre estivemos nas ruas. Hoje eu já fui na saída das fanfarras da escola ali do Duque de Caxias, da Graça, e depois venho para aqui que é aquele que eu considero pontual. Eu participei do primeiro grito que não tinha trio, não tinha nada. Foi na Praça da Piedade, tinha mais ou menos umas 20 pessoas. Nós fizemos uma roda ali e fizemos um grito coletivo. E hoje a gente vê a dimensão que tomou.”

Movimento defende soberania e democracia

De acordo com a vereadora, a mobilização deste ano reforça a ideia de que a soberania brasileira depende também da existência de uma democracia fortalecida e de políticas públicas capazes de atender à população.

Entre as pautas mencionadas estão a educação pública afrorreferenciada, o avanço na área da saúde e a permanência das riquezas minerais brasileiras sob controle daqueles que, segundo ela, podem utilizá-las em benefício da população.

“As pessoas vêm pra rua para além do sete de setembro da soberania. É pra gente falar: só vai ter soberania se a gente tiver democracia, se a gente tiver a educação pública afrorreferenciada, como o governo do estado vem fazendo, ampliar e avançar muito mais na saúde, que as nossas terras raras, os nossos minerais permaneçam também nas mãos daqueles e daquelas que sabem conduzir pra gente atingir a nossa soberania.”

A fala também abordou questões relacionadas às mulheres, à população LGBT e às crianças e adolescentes, além da situação da população negra em Salvador.

“Então a gente tá na rua para falar sobre isso, sobre a vida das mulheres, a vida dos LGBTs, a vida das nossas crianças e adolescentes e principalmente do povo negro. Em Salvador, quando a gen+te fala do povo negro, dessa Roma negra, é porque a maioria é daqui.”

CNBB é citada na defesa da soberania

Marta também destacou a atuação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) na discussão sobre soberania nacional. Segundo ela, a entidade publicou uma carta defendendo a importância do tema.

“Está evoluindo e a gente tem um aliado forte que é a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que fez uma carta e afirmou também a importância da soberania, que não dá pra gente ter o Brasil como nosso, essa nação grandiosa, e também deixar que os Estados Unidos vá dizer o que é que nós vamos fazer. Isso não é soberania.”

Durante a fala, a vereadora também relacionou a discussão sobre tarifas impostas pelos Estados Unidos aos impactos que poderiam atingir a população de menor renda.

Segundo a avaliação apresentada, o aumento de custos poderia atingir itens como gás de cozinha e alimentos, afetando principalmente pessoas mais pobres.

“Porque quando tem taxas, quando os Estados Unidos quer taxar o Brasil, quem ele quer atingir primeiro é o nosso povo pobre, excluído, que aí aumenta tudo, né? Aumenta o gás de cozinha, aumenta a comida de quem transporta.”

Mobilização continua durante o ano

A atuação defendida pelo movimento, segundo Marta, não fica restrita ao 7 de Setembro. Ela afirmou que integrantes também ocupam diferentes regiões de Salvador ao longo do ano.

“Então isso é importante a gente avançar cada vez mais ocupando as ruas aqui nesse dia de hoje, mas estamos ocupando todos os dias nos bairros. Sábado nós estávamos no subúrbio em Paripe, ontem nós estávamos em Itapuã e de tarde na parada LGBTQN+.”

A agenda, segundo ela, continua nos próximos dias, com novas atividades previstas.

“E hoje nós estamos aqui e amanhã mais agendas ainda pra gente garantir que o nosso Brasil continue soberano e com democracia.”

Projeto defendido é de inclusão

No encerramento da fala, a Marta Rodrigues afirmou que o projeto político defendido pelo grupo busca ampliar a inclusão e não estabelecer diferenciações entre as pessoas.

“E o projeto que a gente defende é esse projeto inclusivo, onde cabe todo mundo. A gente não faz nenhuma diferenciação e nem exclui ninguém. Pelo contrário, a gente inclui todos os dias as pessoas.”

A mobilização do 7 de Setembro, dessa forma, foi apresentada como um momento de reafirmação da soberania nacional, mas também como espaço para reivindicações relacionadas à democracia, políticas públicas e inclusão social.

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7 de Setembro Marta Rodrigues Salvador

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