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PREJUÍZO

MP investiga suposto esquema de fraude na cobrança de IPTU em Ipirá

Secretário de Finanças do município é um dos principais alvos da investigação

Ane Catarine
Por
Vista aérea de Ipirá
Vista aérea de Ipirá - Foto: Reprodução/Carlos Augusto
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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) abriu um Inquérito Civil para investigar se imóveis urbanos de Ipirá, no centro-norte da Bahia, foram classificados indevidamente como rurais e tiveram valores abaixo do mercado usados como base para o cálculo de impostos municipais.

A suspeita é de que a prática tenha reduzido a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e do ITIV (Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis), além de ter beneficiado proprietários de imóveis.

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A informação consta no Diário Oficial do Ministério Público publicado na segunda-feira, 5.

A investigação, conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Ipirá, teve origem em um Procedimento Preparatório, identificado pelo número IDEA 716.9.560033/2025.

Quem é investigado no caso?

O secretário municipal de Finanças e Planejamento de Ipirá, Teófilo Ferreira do Nascimento Júnior, conhecido como Professor Teófilo Nascimento, é um dos principais alvos da investigação.

Isso porque as suspeitas estão concentradas em possíveis irregularidades praticadas dentro da secretaria comandada por ele.

Neste momento, o Ministério Público apura se uma possível prática reiterada dentro da secretaria levou à classificação indevida de imóveis urbanos como rurais e à utilização de valores abaixo do mercado como base para o cálculo de impostos municipais.

O secretário Professor Teófilo Nascimento
O secretário Professor Teófilo Nascimento - Foto: Reprodução/Redes Sociais

A investigação também busca identificar a eventual responsabilidade de outros agentes públicos e de donos de imóveis que possam ter sido beneficiados pelas possíveis irregularidades.

Prejuízo aos cofres públicos

Na ação, o MP-BA investiga ainda se a possível fraude teria afetado a arrecadação do município. O IPTU é cobrado sobre imóveis urbanos, enquanto o ITIV incide sobre a transmissão de imóveis.

Caso seja confirmada a redução indevida das bases de cálculo, Ipirá pode ter deixado de arrecadar recursos que deveriam entrar nos cofres públicos.

Quantos imóveis são investigados?

Até o momento, o Ministério Público não informou quantos imóveis são alvo da investigação.

O Inquérito Civil vai apurar quais propriedades foram classificadas como rurais, quais critérios foram usados para definir os valores dos imóveis e se houve processos administrativos que justificassem essas alterações.

A TARDE entrou em contato com o MP-BA para obter mais detalhes sobre a investigação e também procurou a Prefeitura de Ipirá para que se manifestasse sobre as suspeitas. A reportagem aguarda retorno.

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ipirá IPTU MP-BA

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