QUEBROU SILÊNCIO
Prefeita de Lauro de Freitas cobra apuração rígida após escandâlo envolvendo presidente da Câmara
Vereador Juca (PSDB) foi preso após agredir mulher e desacatar policiais


A prefeita de Lauro de Freitas, Débora Regis (União Brasil), se pronunciou neste sábado, 27, sobre o caso envolvendo o presidente da Câmara Municipal, vereador Juca (PSDB), preso em flagrante sob suspeita de agredir uma mulher.
Em nota, a gestora defendeu que o episódio seja apurado com rigor pelas autoridades competentes e destacou que nenhuma forma de violência contra mulheres pode ser relativizada.
Na condição de mulher, prefeita e gestora pública, reafirmo meu compromisso absoluto com a defesa das mulheres e com o combate a toda e qualquer forma de violência. Nenhuma agressão contra mulher pode ser naturalizada, minimizada ou tratada com indiferença
Debora Regis, prefeita de Lauro de Freitas
A prefeita também destacou que o caso já está sendo conduzido pelas instituições responsáveis e defendeu o respeito ao devido processo legal.
“É importante registrar que o caso já está sob análise das autoridades competentes e deverá ser apurado pela Justiça, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, como determina a Constituição”, disse.
Débora afirmou que sua posição é de absoluto respeito às instituições e de tolerância zero com qualquer tipo de violência contra a mulher.
“A minha posição é clara: respeito às instituições, respeito à Justiça e tolerância zero com qualquer forma de violência contra a mulher. Me solidarizo com a advogada e desejo que o caso seja apurado com o devido rigor, respeitando os limites da lei”, salientou.
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Entenda o caso
Juca foi preso em flagrante na sexta-feira, 26, após ser acusado de agredir a ex-companheira em bar no bairro da Pituba, em Salvador. O caso foi registrado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Casa da Mulher Brasileira.
Informações preliminares apontam que o presidente da Câmara teria esganado a mulher durante uma discussão no estabelecimento. Um juiz que estava no local teria presenciado a situação e acionado a Polícia Militar.
Além disso, Juca teria resistido à prisão e cometido desacato contra a guarnição da Polícia Militar que atendeu à ocorrência de agressão contra a ex-companheira dele.


