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Preferido do Senado, Rodrigo Pacheco nega interesse em vaga no STF

Senador se pronunciou nesta quinta-feira, 30, um dia após derrota de Jorge Messias

Ane Catarine
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Rodrigo Pacheco descarta vontade de ocupar vaga no STF
Rodrigo Pacheco descarta vontade de ocupar vaga no STF - Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Preferido de parte do Senado para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) descartou, nesta quinta-feira, 30, a possibilidade de tentar ingressar na Corte após a derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias.

Como também conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), passou a circular nos bastidores a hipótese de uma articulação para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicasse o nome dele.

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"É bom deixar claro que não há a mínima possibilidade de isso acontecer. Essa página está realmente virada para mim e eu afirmei isso desde o primeiro momento. Esse tempo passou, se algum dia existiu. Melhor nem especular sobre isso", afirmou o senador.

A declaração foi dada em entrevista ao blog do Valdo Cruz, do portal g1.

Na quarta-feira, 29, após a derrota do governo, senadores governistas e da oposição afirmaram que, se Lula tivesse indicado Pacheco, o resultado poderia ter sido diferente.

Indicação gerou desgaste

Quando Lula anunciou a escolha de Jorge Messias para o STF, Davi Alcolumbre reagiu negativamente e afirmou, inclusive, que não havia sido informado previamente.

O presidente do Senado já havia sinalizado ao Planalto o interesse em ver o nome de Rodrigo Pacheco indicado para a vaga.

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O episódio gerou desgaste na relação entre os dois e contribuiu para travar, por meses, a tramitação da indicação de Messias.

Rejeição histórica

O Senado Federal rejeitou, na quarta-feira, 29, a indicação de Jorge Messias para o STF.

A decisão encerrou um impasse de cinco meses entre o Palácio do Planalto e o Congresso e marcou a primeira vez, em 132 anos, que a Casa vetou um nome indicado pela Presidência da República para a Corte.

Para ser aprovado, Messias precisava de, no mínimo, 41 votos favoráveis. O governo estimava ter o apoio de 45 parlamentares, mas ele recebeu apenas 34 votos.

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