POLÍTICA
Presidente do TSE dá 24 horas para Meta investigar o "Exército do Lula"
Canal possui mais de 8 milhões de inscritos no Whatsapp


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, solicitou a Meta um relatório sobre as ações do canal "Exército do Lula", idealizado pelo pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O ministro estabeleceu um prazo de 24 horas para receber as informações.
Atualmente, o canal de Whatsapp "Exército do Lula" possui mais de 8 milhões de inscritos.
No pedido, o ministro determinou que a Meta avalie a existência de "comportamento coordenado possivelmente irregular" e identifique "padrões de atuação coordenada, sincronização de atividades, replicação sistemática de conteúdos e articulação entre contas, canais e plataformas".
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Decisão atende pedido de Flávio Bolsonaro
A decisão do presidente do TSE atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Eles acusam o "Exército do Lula" de influenciar os resultados de buscas no Google, orientando os inscritos a pesquisarem termos como "Bolsonaro mandou matar Lula" e publicarem hashtags no X.
Ainda na decisão, o Nunes Marques solicitou um relatório sobre os padrões de engajamento, distribuição dos conteúdos do canal e os indicadores de alcance, "com avaliação de eventuais anomalias estatísticas, padrões atípicos de comportamento e mecanismos suscetíveis de produzir amplificação artificial de visibilidade ou repercussão".
O ministro também determinou que o Google e X devem informar, em 24 horas, se identificaram amplificação dos termos e hashtags indicados por Janones entre 18 e 20 de outubro de 2026.
"A empresa deverá apresentar relatório técnico circunstanciado, acompanhado dos elementos disponíveis que subsidiaram suas conclusões, com indicação da metodologia utilizada, dos critérios de avaliação, dos resultados obtidos e das eventuais limitações identificadas durante a análise", disse o presidente do TSE.
Janones pede anulação da decisão do TSE
O deputado federal André Janones (Rede-MG) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a suspensão de decisões do presidente Kassio Nunes Marques, sobre o canal de Whatsapp "Exército do Lula".
A defesa do parlamentar apresentou um mandado de segurança e pediu que a Justiça Eleitoral garanta a plena operação do grupo, "sem risco de novos bloqueios ou desativações por via administrativa".
Segundo a defesa, as decisões são abusivas e o presidente do TSE impôs censura ao canal em 11 de outubro, quando determinou a suspensão da conta por suposta disseminação de notícias falsas.
Os advogados ainda afirmam ainda que grupos em apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) não foram alvos de decisões semelhantes por parte do ministro.



