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Rui defende atuação da PF no caso do Banco Master

Ministro evita "pré-julgamento", mas fala em liberdade

Cássio Moreira
Por
Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil
Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil - Foto: Shirlei Stolze | AG. A TARDE

O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), defendeu a liberdade da Polícia Federal e do Ministério Público na condução das investigações do caso do Banco Master, após Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedir para deixar a relatoria do processo.

Rui, que esteve na abertura do Carnaval de Salvador, nesta quinta-feira, 12, ressaltou, apesar da sua defesa, que não é o momento de fazer qualquer "pré-julgamento" sobre possíveis envolvidos no episódio.

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"Não gosto de fazer pré-julgamento de ninguém, acho que é leviano. A Polícia Federal tem liberdade, o Ministério Público tem liberdade, para avaliar e, quando as provas aparecerem, as pessoas vão ter o direito constitucional e legal de se defenderem e vamos saber o que é verdade, o que é falácia, o que é especulação", afirmou o chefe da Casa Civil.

Dias Toffoli deixa processo

Citado como um dos nomes com envolvimento no caso do Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, pediu para deixar a relatoria das investigações sobre irregularidades da instituição financeira.

Veja a nota:

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam:

Luiz Edson Fachin, Presidente

Alexandre de Moraes, Vice-Presidente

Gilmar Mendes

Cármen Lúcia

Dias Toffoli

Luiz Fux

André Mendonça

Nunes Marques

Cristiano Zanin

Flávio Dino

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Dias Toffoli polícia federal Rui Costa STF

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