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COABITAÇÃO

Sede dividida do Conselho Tutelar põe sigilo de crianças em risco

Presença de instituição no mesmo prédio compromete independência do órgão em Salinas da Margarida

Rodrigo Tardio
Por
Em maio, fiscalização visitou unidades do Conselho Tutelar na capital e interior
Em maio, fiscalização visitou unidades do Conselho Tutelar na capital e interior - Foto: Reprodução
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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) formalizou uma recomendação à Prefeitura de Salinas da Margarida, gestão de Maria de Fátima Pêpe Cerqueira, conhecida como Professora Mara (PSD), para que restabeleça a posse integral e exclusiva do imóvel onde funciona o Conselho Tutelar do município.

O documento expedido pela 2ª Promotoria de Justiça de Nazaré, o documento expedido no último dia 20, visa encerrar a coabitação do órgão com uma sociedade de economia mista do Estado.

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Desdobramento

​A medida é desdobramento direto da ação "MP Vai ao CT", coordenada pelo Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) dentro do projeto "Infância em Primeiro Lugar".

Em maio, a fiscalização visitou unidades na capital e no interior para diagnosticar a infraestrutura e o funcionamento das sedes locais, peças-chave do Sistema de Garantia de Direitos.

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Impacto no atendimento

​O Ministério Público aponta que a presença de outra instituição no mesmo prédio compromete a independência do órgão e viola exigências legais de atendimento reservado.

​- Quebra de privacidade: a circulação de estranhos ao serviço ameaça a confidencialidade das oitivas.

- ​Exposição de vítimas: crianças e adolescentes em vulnerabilidade ou vítimas de violência ficam sujeitas ao constrangimento público.

- ​Prejuízo à autonomia: a legislação exige espaço físico próprio e adequado para assegurar um acolhimento digno e preservado.

Destinação exclusiva

​De acordo com a Promotoria, a destinação exclusiva do prédio é pré-requisito técnico para garantir as condições mínimas de trabalho aos conselheiros e proteger os direitos fundamentais da infância na cidade.

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Tags

Conselho tutelar direitos humanos infância e adolescência Ministério Público política pública Salinas da Margarida

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