PRAÇA DOS TRÊS PODERES
Segurança máxima: entenda esquema montado para julgamento de Moraes
Essa é a primeira vez que o STF analisa a possibilidade de investigar um ministro



A segurança foi reforçada na região da Praça dos Três Poderes, em Brasília, para o julgamento que vai definir se o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, será investigado. Essa é a primeira vez que a própria Corte analisa a possibilidade investigar um de seus ministros.
A Praça dos Três Poderes, onde ficam o STF, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, será fechada com grades durante a sessão plenária, marcada para as 10h.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), as vias de acesso à região também serão bloqueadas na altura do Palácio do Itamaraty e da Alameda das Bandeiras, próxima ao Congresso.
Além disso, a circulação e o estacionamento de veículos no perímetro estarão proibidos, com monitoramento das forças de segurança.
As medidas foram adotadas diante da expectativa de manifestações relacionadas ao julgamento, que tem como foco o relatório da Polícia Federal (PF) que mostra a relação de Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Como será o esquema de segurança
O esquema seguirá nos mesmos moldes adotados durante o julgamento da trama golpista, em setembro de 2025, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado.
Cada entrada no perímetro do STF terá portais com detectores de metais e equipamentos de raio X.
Ao longo do dia, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) também utilizará drones térmicos, em conjunto com equipamentos do próprio Supremo.
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Como será o julgamento
O relator e presidente do STF, Edson Fachin, fará a leitura do relatório e delimitará as questões que serão analisadas pelo plenário.
Na sequência, a Procuradoria-Geral da República (PGR) poderá se manifestar, assim como as partes, por meio de eventuais sustentações orais.
Depois das manifestações, Fachin apresentará o voto. Os demais ministros votarão na ordem prevista pelo regimento da Corte.
Ao final, caberá ao presidente do Supremo proclamar o resultado.


