Busca interna do iBahia
HOME > POLÍTICA

POLÍTICA

Senado aprova liberação de até R$ 4,6 bi em emendas bloqueadas

Projeto foi apresentado pelo líder do governo no Congresso

Agência Brasil
Por Agência Brasil
| Atualizada em
Projeto foi apresentado pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues
Projeto foi apresentado pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Na primeira sessão presidida por Davi Alcolumbre, o Senado aprovou nesta quarta-feira,19, um projeto que libera até R$ 4,6 bilhões de emendas parlamentares bloqueadas em dezembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aprovado por 65 votos favoráveis e um contrário, o texto segue para a Câmara dos Deputados.

Relatado pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), o projeto foi apresentado pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP). O texto trata da liberação de restos a pagar não-processados, verbas de anos anteriores empenhadas (autorizadas), mas não liquidadas, sem a verificação se o serviço foi executado.

Tudo sobre Política em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Leia Também:

GESTÃO

Procuradora-geral da União e secretário-geral de Consultoria tomam posse na AGU
Procuradora-geral da União e secretário-geral de Consultoria tomam posse na AGU imagem

TENTATIVA DE GOLPE

Lula quebra silêncio sobre denúncias da PGR contra Bolsonaro
Lula quebra silêncio sobre denúncias da PGR contra Bolsonaro imagem

BAHIA NO COMANDO

Otto Alencar é o novo presidente da CCJ no Senado
Otto Alencar é o novo presidente da CCJ no Senado imagem

De acordo com a justificativa do projeto, a liberação deverá acelerar a conclusão de obras inacabadas até o fim de 2026, com restos a pagar inscritos desde 2019. Atualmente, o Tesouro Nacional bloqueia o resto a pagar se a liquidação não ocorrer até 30 de junho do segundo ano subsequente à inscrição, com a possibilidade de cancelamento se o recurso não for desbloqueado.

Segundo o parecer de Portinho, a liberação ocorrerá para projetos com licitação já iniciada. Os restos a pagar deverão ser revalidados conforme as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da lei complementar sobre as emendas parlamentares aprovadas no ano passado. A liberação será proibida apenas para obras e serviços sob investigação ou com indícios de irregularidades.

Os gastos também entrarão no arcabouço fiscal, estando sujeitos ao teto de crescimento da despesa de 70% do crescimento real (acima da inflação) da receita no ano anterior, dentro de um limite de 0,6% a 2,5% de alta real.

A aprovação ocorre num momento de tensões entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF) em torno da transparência na execução de emendas parlamentares. Caso o projeto seja aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, verbas remanescentes do orçamento secreto, bloqueados desde o fim de 2022, e das emendas de comissão, bloqueadas no fim do ano passado, podem ser liberadas.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Tags

Carlos Portinho congresso nacional emendas parlamentares obras públicas orçamento público orçamento secreto Política brasileira randolfe rodrigues restos a pagar Senado STF transparência fiscal

Relacionadas

Mais lidas