CARTA GOLPISTA
Trump evita comentar carta de Flávio e questiona eleição no Brasil
Presidente dos EUA disse que não vai se envolver no caso



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “presidente eleito do Brasil” e questionou o processo eleitoral brasileiro. Em declaração a jornalistas nesta quarta-feira, 28, o republicano afirmou que não pretende se envolver no assunto, mas classificou a eleição brasileira como “muito estranha”.
“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, disse Trump ao ser questionado sobre o documento divulgado pelo senador.
Esta é a segunda vez que o chefe de Estado questiona o resultado das urnas no Brasil. Na segunda-feira, 26, o Trump declarou que a votação "pareceu fraudada" e classificou como "muito estranha" a decisão de estender o horário de votação das 17h para as 19h.
O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tratada de forma injusta no Brasil, mas negou ter conversado com Flávio após a eleição.
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Nova versão da carta
Minutos após a publicação da carta original, Flávio apagou o texto das redes sociais e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. No documento, o senador agradeceu a Trump e ao “maravilhoso povo americano” por acolhê-lo nos Estados Unidos.
Segundo o relato, Flávio chegou ao país nesta quarta-feira, após deixar o Brasil pela Argentina durante a madrugada. No documento de imigração do parlamentar, constaria uma autorização normalmente concedida a imigrantes por razões humanitárias.
Democratas criticam acolhimento de Flávio
De acordo com o jornal O Globo, a chegada de Flávio aos Estados Unidos também foi alvo de críticas de parlamentares democratas. Ao longo desta quarta-feira, congressistas usaram as redes sociais para questionar a postura do governo Trump diante das investigações envolvendo Flávio e comparar o caso ao endurecimento das políticas migratórias americanas.
O deputado Morgan McGarvey, que representa o Kentucky no Congresso dos EUA, criticou o que considera um tratamento privilegiado ao senador brasileiro.
“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu na rede social X, antigo Twitter.
Já o senador Andy Kim, de Nova Jersey, afirmou que a situação exemplifica, em sua avaliação, o favorecimento de aliados políticos pelo presidente americano.
“A ida do senador para o país é mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”, declarou Kim.


