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Veja reações de bolsonaristas a retirada Lei Magnitsky contra Moraes

Governo Trump suspendeu restrição nesta sexta-feira, 12

Anderson Ramos
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| Atualizada em
Flávio e Eduardo reagiram ao fim da medida.
Flávio e Eduardo reagiram ao fim da medida. - Foto: Reprodução

Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reagiram de forma mista ao anúncio do governo Donald Trump de retirar Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira, 12.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lamentou por meio de nota nas redes sociais, o fim das restrições econômicas contra o magistrado. Ele disse que recebeu com “pesar” a notícia, mas ainda assim, agradeceu ao presidente norte-americano.

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"Agradecemos o apoio demonstrado pelo Presidente Trump ao longo deste processo e a atenção que dedicou à grave crise de liberdades que afeta o Brasil. Lamentamos que a sociedade brasileira, apesar da oportunidade que teve em mãos, não tenha conseguido construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas estruturais", escreveu.

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Já o deputado Mauricio Marcon (PL-RS) foi mais duro e afirmou que a decisão deixou o sentimento de “traição”. “O sentimento, não escondamos, é de traição. Trump pensou nos EUA, com seu slogan ‘America First’; cabe a nós, brasileiros de bem, resolvermos nossos problemas”, afirmou.

O também deputado Carlos Jordy (PL-RJ) avaliou que Trump teria usado a Lei Magnitsky apenas como instrumento de negociação. “Infelizmente colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o presidente americano e uma enorme lição para nós: não terceirizemos nossa responsabilidade”, disse.

Reações amenas

Por outro lado, alguns apoiadores responderam de forma mais amena. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atribuiu o fim da medida como um aceno de Trump por conta da votação do PL da Dosimetria, aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana.

“É muito simples a leitura que eu faço a retirada da magnitsky sobre o Alexandre de Moraes. Foi o governo Trump fazendo um gesto gigantesco pela anistia no Brasil. Ele fala de um passo inicial que está sendo dado. Vale lembrar que o PL da Dosimetria, que não é anistia, será votado no Senado na terça-feira e é a oportunidade que nós temos de melhorar esse projeto e aprovar uma anistia”, pontuou.

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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, adotou um tom diferente dos outros e agradeceu o apoio anterior de Trump, mas destacou que a disputa política no Brasil deve ser conduzida internamente.

“A guerra pra tirar a suprema esquerda do poder no Brasil será nossa, dos brasileiros”, escreveu.

Fim da restrição

Na sexta-feira, 12, o governo dos Estados Unidos retirou o nome do ministro Alexandre de Moraes da lista de restrições do país. O magistrado, assim como sua esposa, Viviane de Moraes, havia sido enquadrado na Lei Magnitsky.

A Lei Magnitsky entrou em vigor em dezembro de 2012, direcionada a atender questões comerciais e de direitos humanos. Oficialmente, a medida tem o nome de 'Russia and Moldova Jackson-Vanik Repeal and Sergei Magnitsky Rule of Law Accountability Act of 2012', homenageando o advogado tributário Sergei Magnitsky.

A lei permite que estrangeiros que tenham cometido violações consideradas graves contra os direitos humanos, assim como crimes de corrupção, sejam punidos com sanções econômicas.

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Alexandre de Moraes Donald Trump Jair Bolsonaro Lei Magnitsky

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