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TRANSPORTE PÚBLICO

Investigação sobre atraso nos ônibus não avançou, diz Bruno Reis

Prefeito afirma que vereadores não reuniram assinaturas necessárias

Brenda Roberta
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| Atualizada em
O gestor afirmou que os vereadores interessados na apuração não conseguiram reunir as 14 assinaturas
O gestor afirmou que os vereadores interessados na apuração não conseguiram reunir as 14 assinaturas - Foto: Bruno Concha/ Secom PMS

O atraso na saída dos ônibus das garagens durante o segundo turno das eleições, em Salvador, motivou uma tentativa de abertura de uma investigação na Câmara Municipal. A iniciativa, no entanto, não avançou por falta de assinaturas necessárias para formalizar o pedido, segundo o prefeito Bruno Reis (União Brasil).

“Eles nem reuniram condições de apresentar, então essa CEI não foi apresentada”, declarou.

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Durante coletiva, nesta quarta-feira, 4, o gestor afirmou que os vereadores interessados na apuração não conseguiram reunir as 14 assinaturas exigidas para apresentar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). Além disso, explicou que a abertura do procedimento depende de autorização do plenário, com aprovação de dois terços dos vereadores.

Entenda a polêmica envolvendo os ônibus no segundo turno

Os problemas na operação do transporte público ocorreram durante o segundo turno das eleições, quando os ônibus circularam gratuitamente para facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. Na ocasião, o Procon encontrou 944 ônibus parados em garagens de Salvador.

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Bruno Reis atribuiu os atrasos a um impasse envolvendo militantes políticos que, segundo ele, tentaram colocar adesivos do PT nos veículos. De acordo com o prefeito, a situação provocou resistência das empresas operadoras e comprometeu a saída dos coletivos no início da manhã.

“Militantes políticos atrasaram a saída dos ônibus, queriam colar adesivos nos ônibus, gerou impasse com as empresas. Quando a Prefeitura tomou conhecimento, foi para lá, fez intervenção e liberou ônibus, mesmo sendo cometido crime eleitoral”, afirmou.

Ainda segundo o gestor, o problema comprometeu a operação nas primeiras horas do dia, mas foi resolvido até o fim da manhã. “Isso comprometeu a operação no início do dia, até 10h30, 11h da manhã o assunto foi normalizado”, declarou.

Prefeito usa comparecimento às urnas para rebater críticas

O prefeito também utilizou os índices de abstenção eleitoral para rebater as críticas à operação do transporte público durante o segundo turno. Segundo Bruno Reis, Salvador registrou a terceira menor taxa de abstenção do país, abaixo das médias estadual e nacional. Ele afirmou ainda que houve aumento no número de eleitores que compareceram às urnas em relação ao primeiro turno.

“Salvador é a terceira menor abstenção do Brasil, menor do que a da Bahia, menor do que a média nacional. Houve um aumento do número de votantes”, declarou o prefeito.

Prefeito nega responsabilidade da Prefeitura

Bruno Reis também defendeu a atuação da administração municipal ao comparar a operação do segundo turno com a realizada na primeira etapa da votação. Segundo o prefeito, a gratuidade foi oferecida nas duas ocasiões, com a mesma quantidade de ônibus, frequências e intervalos, mas sem registro de problemas semelhantes no primeiro turno.

“20 dias antes teve uma operação de transporte público gratuito, com os mesmos ônibus, mesmas frequências, mesmos intervalos, não teve problema nenhum. Na Ouvidoria do município só tiveram duas queixas em relação ao transporte público no primeiro turno”, afirmou.

Para rebater as críticas, Bruno Reis citou ainda os índices de abstenção eleitoral. De acordo com ele, Salvador registrou a terceira menor taxa do país, abaixo das médias da Bahia e nacional.

“Vocês podem ter certeza que a Prefeitura não deu causa, pelo contrário, foi quem resolveu o problema”, afirmou.

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Bruno Reis Câmara ônibus

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