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FÉ E LIBERDADE

Terreiro pichado em Salvador convoca ato contra o racismo religioso

Ato acontece na próxima quarta-feira, 28, em Cajazeira 11

Andrêzza Moura

Por Andrêzza Moura

22/01/2026 - 18:38 h | Atualizada em 22/01/2026 - 19:03
Portões e paredes do templo foram violados
Portões e paredes do templo foram violados -

Um ato público em defesa da liberdade religiosa e contra o racismo religioso será realizado na próxima quarta-feira, 28, no bairro de Cajazeira 11, em Salvador. A mobilização acontece após o terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza, de tradição Bantu, ter sido alvo de um ataque de intolerância religiosa, no último sábado, 17.

A atividade, organizada pela própria comunidade do terreiro, contará com uma caminhada e a lavagem simbólica da entrada do templo sagrado, como forma de protesto, resistência e reafirmação do direito à fé. O ato terá início às 9h, com concentração no cruzamento da Rua Geraldo Brasil com a Rua Juscelino Kubitschek.

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Fachada do terreiro foi pichado com a palavra Assassinos
Fachada do terreiro foi pichado com a palavra Assassinos | Foto: Reprodução Arquivo pessoal

Segundo os organizadores, o momento será de união entre povos de terreiro, lideranças espirituais, comunidades tradicionais, representantes de outras religiões, movimentos sociais e a sociedade civil.

Ataque ao espaço sagrado

Na manhã do sábado, 17, as paredes e os portões do terreiro Nzo Mutá Lombô ye Kayongo Toma Kwiza amanheceu pintado e pichado de vermelho com as palavras: 'Assassinos' e 'Jesus'. À época, Tatá Mutá Imê, líder religioso responsável pelo espaço, revelou que esta foi a primeira vez, em 33 anos de existência, que o terreiro é violado.

A suspeita é de que o ataque tenha ocorrido durante a madrugada e tenha sido praticado por um grupo de pessoas, ainda não identificadas.

Caso registrado na Decrin

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), na tarde da segunda-feira, 19. Em nota, a Polícia Civil da Bahia informou que investiga a ocorrência como crimes de dano e intolerância religiosa e que diligências estão sendo realizadas para identificar os responsáveis.

Leia Também:

Denúncias de racismo e intolerância religiosa podem ser feitas por meio do site delegaciavirtual.sinesp.gov.br ou diretamente na Decrin, localizada na Rua Padre Luiz Figueira, no final de linha do bairro Engenho Velho de Brotas, em Salvador.

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