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ESPAÇO SIDERAL

Telescópio da Nasa pode cair no Brasil após 22 anos em órbita

Probabilidade surge pela proximidade do objeto ao equador, sobrevoando o território brasileiro

Alice Paulilo
Por
Os destroços de um telescópio espacial pode cair no Brasil após 22 anos de atividade na órbita terrestre
Os destroços de um telescópio espacial pode cair no Brasil após 22 anos de atividade na órbita terrestre - Foto: Divulgação Urania

Os destroços de um telescópio espacial pode cair no Brasil após 22 anos de atividade na órbita terrestre. A probabilidade existe, porque o Neil Gehrels Swift Observatory, como nomeado pela NASA, percorre a aproximadamente 20,6° em relação ao equador e parte do território brasileiro é sobrevoado por ele.

A última observação científica do telescópio foi realizada em 20 de outubro, quando o equipamento estava a cerca de 275 quilômetros de altitude. Naquele momento, o aumento do arrasto atmosférico já dificultava o controle de sua orientação.

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Até o momento, a NASA não divulgou uma data, um horário ou um local exatos para a reentrada. A possibilidade de passagem sobre o Brasil não significa, portanto, que haja uma previsão de queda no país.

Os destroços podem chegar ao solo?

A reentrada de uma espaçonave envolve variáveis que dificultam a previsão antecipada do local onde ela poderá atingir a atmosfera. Alterações na densidade atmosférica, na atividade solar e no comportamento do equipamento podem modificar o momento e a trajetória da queda.

Com a perda progressiva de altitude, as estimativas tendem a ficar mais precisas. Durante a reentrada, grande parte da estrutura do Swift deverá ser destruída pelo intenso aquecimento provocado pelo atrito com a atmosfera. Ainda assim, componentes mais resistentes podem sobreviver à passagem e chegar à superfície.

“É importante separar possibilidade de previsão. O Brasil não pode ser descartado simplesmente por estar parcialmente dentro da faixa orbital do Swift, mas hoje não existe qualquer dado que permita afirmar que os destroços cairão no país”, explica o professor doutor Marcos Calil, responsável pelo Setor de Observatório da Urânia Planetário.

O que o telescópio descobriu em quase 22 anos?

Lançado em novembro de 2004, o observatório foi projetado inicialmente para uma missão de dois anos, mas permaneceu em operação por quase duas décadas a mais do que o previsto.

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Ao longo desse período, o equipamento registrou mais de 2 mil explosões de raios gama, fenômenos de alta energia associados a alguns dos eventos mais extremos do Universo. O Swift também observou supernovas, buracos negros, asteroides e cometas.

A Urânia Planetário informou que acompanhará as atualizações da NASA à medida que a reentrada se aproximar.

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