PROTEÇÃO
Saiba o que acontece após o resgate de um animal em situação de risco
Bichos são encontrados em situações vulneráveis

Retirados de cenários de maus-tratos, abandono ou até mesmo do tráfico de fauna, animais são resgatados diariamente pelas autoridades. No entanto, o que acontece após eles entrarem para as estatísticas dos “salvos” ainda é pouco conhecido pela população.
Geralmente, o resgate de animais é motivado por denúncias feitas por cidadãos às autoridades, que recolhem e transportam os animais. Eles costumam ser encontrados feridos, em rodovias ou em situações de maus-tratos.
Para onde os animais vão após o resgate?
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Após o resgate, os animais são encaminhados aos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) ou aos Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS).
Essas unidades podem ser geridas de forma direta pelo Ibama, ter gestão municipal ou estadual, ou ainda ser administradas por ONGs locais em parceria com universidades e clínicas veterinárias.
Ao darem entrada em um centro de triagem, os animais passam por um fluxo técnico e veterinário rigoroso para garantir sua recuperação. Como muitos chegam debilitados, com desidratação, hipotermia ou glicemia baixa, os primeiros socorros e cuidados de urgência são prestados pela a equipe veterinária do local.
Logo após isso, os animais recebem marcações individuais e passam por um período de isolamento para monitoramento clínico e realização de exames veterinários, garantindo que doenças preexistentes sejam detectadas.

Além disso, os animais passam por um processo de reabilitação para que possam voltar à natureza. Os bichos são colocados em recintos maiores com outros de sua espécie para aprender ou reaprender comportamentos naturais, como voar ou caçar.
Qual o destino final dos animais?
Após a reabilitação, a equipe técnica define o destino mais adequado para cada indivíduo com base em suas condições.
A meta principal dos centros é soltar os animais na natureza. De acordo com dados do Ibama, mais de 50% dos animais recebidos são devolvidos à natureza com sucesso.
A soltura pode ser imediata, se o animal for recém-capturado, estiver saudável e for de ocorrência natural da região, ou mediata, após passar pela reabilitação, sendo realizada em áreas de soltura cadastradas e, por vezes, utilizando métodos de soltura branda, também conhecidos como Soft Release.

Já quando os animais apresentam limitações físicas e não têm condições de sobreviver de forma autônoma na natureza, ele é encaminhado para locais controlados, como zoológicos, criadouros autorizados ou mantenedores de fauna.
Nesses locais, eles podem fazer parte de programas de conservação, de reprodução de espécies ameaçadas ou de pesquisas científicas.
Como acontecem os resgates?
Além do resgate direto, os animais chegam a esses órgãos por outras duas vias:
- Apreensão: realizada quando órgãos de fiscalização (como o Ibama ou a Polícia Militar Ambiental) retêm animais que são vítimas de tráfico ilegal, maus-tratos, cativeiro doméstico irregular ou outros crimes contra a fauna.
- Entrega voluntária: ato espontâneo no qual o próprio cidadão decide devolver um animal silvestre que estava sob sua posse ou que foi socorrido por ele. Essa entrega espontânea isenta o cidadão de qualquer sanção penal ou multa.
Para realizar denúncias, solicitar resgates ou fazer entregas voluntárias, a população pode entrar em contato com o Ibama, com o batalhão de Polícia Ambiental local ou com centros de manejo de fauna.



