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NOVOS LANÇAMENTOS

Gigante chinesa vai lançar 2 novos carros no Brasil em 2027; veja quais

Novidade foi revelada durante 3º Summit Futuro da Mobilidade 2026

Edvaldo Sales
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Novidade foi revelada durante 3º Summit Futuro da Mobilidade 2026
Novidade foi revelada durante 3º Summit Futuro da Mobilidade 2026 - Foto: Divugação

A GAC, gigante automotiva estatal da China, vai fazer ao menos dois lançamentos de novos modelos para o Brasil em 2027, revelou Gustavo Schmidt, chefe comercial (CCO) da empresa no país, durante o 3º Summit Futuro da Mobilidade 2026, organizado pelo Autoesporte.

Schmidt falou que ainda não pode revelar quais são os modelos e as datas. “Vamos seguir ativos na ampliação do portfólio. Além disso, vamos trabalhar fortemente a questão do início da produção nacional, algo que traz segurança para o consumidor e mostra que os planos da GAC são de longo prazo por aqui”, afirmou.

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A equipe do Autoesporte aposta que um dos lançamentos será o Aion i60, modelo que foi revelado no Salão de Pequim 2026, com uma motorização híbrida em série (REEV) chamada pela marca na China de Xingyuan.

O modelo era cotado para chegar ainda esse ano no Brasil, mas o seu lançamento deverá atrasar.

O SUV deverá chegar ao mercado com motorização REEV flex, conhecida como híbrida em série ou de autonomia estendida.

Na China, o SUV tem um motor 1.5 quatro-cilindros 16V aspirado de 101 cv com gasolina, que ajuda a alimentar as baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 29,1 kWh.

Também há a possibilidade de recarga externa em carregadores do tipo lento (AC) ou rápido (DC). Já a tração das rodas é feita por um motor elétrico dianteiro de 204 cv ou 224 cv.

De acordo com o ciclo chinês WLTC, a autonomia gerada apenas pela bateria é de 160 km. Com o uso do motor 1.5 gerador, a alcance total pode chegar a 1.240 km, com um consumo no modo de recarga contínua de 18,1 km/l (sempre considerando o ciclo de medição e a gasolina usada na China). No Brasil, com a adaptação ao etanol, os números podem mudar.

Schmidt revelou que o desenvolvimento da tecnologia híbrida flex da GAC já está em andamento no Brasil e será aplicada em diferentes tipos de motorização, desde REEV até outras opções híbridas, como plug-in (PHEV).

Motores apenas a combustão, como o 1.5 turbo usado no GS3, também serão adaptados para trabalhar com o etanol brasileiro.

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Segunda aposta

Já a segunda aposta é no GS8, um SUV grande, para até sete ocupantes, que mede 4,98 metros de comprimento, 1,95 m de largura, 1,78 m de altura e entre-eixos de 2,92 m.

O motor dele é 2.0 turbo de quatro cilindros com 248 cv de potência e 40,8 kgfm de torque. A tração pode ser dianteira ou integral, sempre com câmbio automático de 8 marchas da japonesa Aisin.

Além disso, esse modelo tem uma variante híbrida plug-in (PHEV), chamada na China de ES9. Essa é equipada com um motor 2.0 turbo de alta eficiência térmica e 190 cv aliado a um elétrico de 150 cv.

A potência combinada não foi divulgada. Porém, com bateria de 25,6 kWh, o alcance elétrico é de bons 143 km.

Objetivos da GAC em 2027

A GAC terá, se os planos da empresa se concretizarem em 2027, um crescimento expressivo, com 55 mil carros emplacados, sendo que uma parte desse volume será de unidades com montagem nacional em Catalão (GO), onde a marca vai passar a compartilhar a fábrica com a Mitsubishi Triton, feita pela HPE. Para esse ano, a meta é vender entre 20 e 22 mil veículos até dezembro.

A GAC reconhece que precisa ampliar sua rede de concessionárias para suportar essa expansão projetada para 2027, e está trabalhando para isso. Atualmente a marca tem 60 lojas, mas pretende encerrar o ano com cerca de 100 pontos de vendas.

Gustavo Schmidt apontou que “55 mil vendas por ano para 100 concessionárias é um volume interessante, que gera uma boa rentabilidade à nossa rede. Estaremos presentes em todas as capitais e nas principais cidades com mais de 200 mil habitantes”.

A meta para o crescimento da marca no ano que vem está bem definida, mas a projeção para o mercado nacional de automóveis e comerciais leves vai por outro caminho.

O CCO da operação ressaltou que é difícil projetar como o mercado irá se comportar em 2027 por causa de alguns fatores como eleições no final de 2026, reforma tributária e fim do programa Carro Sustentável.

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