KIA
Governo vai perdoar dívida de R$ 6 bilhões para montadora abrir fábrica no Brasil
Projeções indicam geração de 5 mil vagas de trabalho diretas e 15 mil indiretas


O Governo Federal conduz negociações com a montadora sul-coreana Kia para solucionar um passivo fiscal de aproximadamente R$ 6 bilhões. A tratativa prevê a construção de uma fábrica de veículos no Brasil como contrapartida para o encerramento do litígio.
Origem do contencioso fiscal
O passivo tem origem na década de 1990, período em que a Asia Motors obteve incentivos fiscais com a condição de instalar uma planta industrial na Bahia.
O empreendimento não foi concretizado devido à crise financeira na Ásia, gerando cobranças de tributos, multas e juros por parte do governo federal.
A Kia incorporou a Asia Motors posteriormente, enquanto a Hyundai assumiu o controle da Kia em 1998. Com as alterações societárias, o passivo passou a ser atribuído às empresas do grupo automotivo.
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Planejamento da unidade industrial
Piracicaba, no interior de São Paulo, é apontada como a localidade com maior probabilidade para receber a nova planta. A proximidade com a infraestrutura da Hyundai e com a cadeia de fornecedores de autopeças da região fundamenta a escolha estratégica.
Geração de emprego
Asprojeções indicam a geração de 5 mil vagas de trabalho diretas e 15 mil indiretas, totalizando 20 mil postos. O início da produção local é estimado para o ano de 2028. Atualmente, a marca comercializa veículos importados no país sem contar com fabricação nacional.
Operação comercial e status das conversas
A distribuição e a importação dos automóveis da marca no território nacional são administradas pelo Grupo Gandini desde 1992. O modelo operacional poderá sofrer modificações caso a matriz assuma o controle direto das atividades comerciais.
As tratativas entre o poder público e a montadora continuam em andamento, sem assinatura de contrato definitivo, detalhamento de aportes financeiros ou definição dos modelos de veículos que serão montados no território nacional.


