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Encontrou um animal marinho na praia? Saiba como agir

Veterinária explica resgate e migração dos pinguins-de-magalhães

Isabela Cardoso
Por
Pinguim é resgatado na área portuária do bairro do Comércio
Pinguim é resgatado na área portuária do bairro do Comércio - Foto: Codeba

O resgate de um pinguim encontrado na área portuária do bairro do Comércio, em Salvador, na segunda-feira, 6, trouxe uma dúvida comum entre banhistas e moradores do litoral: o que fazer ao encontrar um animal marinho fora da água?

A orientação de especialistas é que a primeira atitude deve ser evitar qualquer contato, não tentar devolvê-lo ao mar e acionar imediatamente os órgãos responsáveis pelo resgate e avaliação veterinária.

Segundo a médica veterinária Larissa Pavanelli, coordenadora técnica do Instituto Mamíferos Aquáticos (IM
A), muitos animais que chegam à faixa de areia estão debilitados, exaustos ou necessitando de tratamento.

“É importante não devolver os animais para a água. Uma vez encalhados, eles precisam de avaliação veterinária para determinar se é possível uma devolução imediata ou se precisam ser encaminhados para reabilitação. A grande maioria vai precisar de tratamento veterinário", pontua.

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Os erros mais comuns

Na tentativa de ajudar, muitas pessoas acabam colocando o animal em risco. Os erros mais frequentes são:

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  • Devolver o animal ao mar sem avaliação;
  • Oferecer água ou alimento;
  • Tocar ou tentar carregar o animal;
  • Provocar aglomeração ao redor do resgate.

“Os erros mais cometidos são devolver o animal ao mar sem avaliação veterinária. Também não é recomendado ofertar água ou qualquer tipo de alimento antes da avaliação. Os animais precisam ser estabilizados antes", explica.

Quando o resgate é necessário?

De acordo com o IMA, alguns grupos de animais normalmente precisam de atendimento imediato quando encontrados na faixa de areia.

  • Precisam de resgate imediato: aves marinhas, tartarugas marinhas e golfinhos.
  • Podem estar apenas descansando: pinípedes, como lobos-marinhos e elefantes-marinhos.

Mesmo nesses casos, a recomendação é acionar os órgãos ambientais para avaliação das condições clínicas do animal.

O que fazer até a equipe chegar?

Enquanto o resgate não é realizado, os especialistas orientam:

  • Não tocar no animal;
  • Não oferecer água ou comida;
  • Não tentar devolvê-lo ao mar;
  • Manter crianças e animais domésticos afastados;
  • Evitar barulho;
  • Se possível, isolar a área.

Por que pinguins aparecem na Bahia?

O caso do Comércio envolveu um Pinguim-de-magalhães, espécie que migra da Patagônia durante o inverno em busca de alimento.

“O inverno é a época migratória dos pinguins-de-Magalhães, quando eles saem das colônias reprodutivas no estreito de Magalhães e sobem em busca de alimento em águas mais quentes. Alguns indivíduos errantes acabam alcançando a costa da Bahia anualmente", destaca.

Segundo o IMA, o animal resgatado em Salvador chegou para atendimento em quadro de exaustão e caquexia, condição de extrema magreza e debilidade física.

Pinguins não vivem no Brasil

Embora apareçam regularmente no litoral brasileiro, os pinguins não vivem nem se reproduzem no país. O pinguim-de-magalhães é o visitante mais frequente durante o inverno.

A Bahia já registrou outros episódios, incluindo casos em Itapuã (2024), Canta Galo (2015) e Pituba (2013), o que mostra que esses animais podem alcançar a costa baiana em diferentes períodos.

Quais órgãos acionar na Bahia?

  • INEMA: (71) 99661-3998
  • COPPA: 190
  • GEPA (somente em Salvador): (71) 3202-5312
  • IMA (de Mangue Seco a Canavieiras): (71) 99679-2383

Para os especialistas, o principal recado é que qualquer animal marinho encontrado fora do ambiente natural deve ser avaliado por equipes treinadas. Uma ação bem-intencionada, mas inadequada, pode reduzir as chances de recuperação e retorno seguro à natureza.

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Tags

Instituto Mamíferos Aquáticos meio ambiente vida marinha

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