APOSTAS ONLINE
AtlasIntel: 84% rejeitam ideia de usar bets para complementar renda
Pesquisa mostrou que a maioria dos brasileiros veem apenas prejuízos nas apostas


A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, parceira do Grupo A TARDE, mostra que 84% dos brasileiros discordam totalmente da ideia de que as apostas online, conhecidas como bets, podem ser usadas para complementar a renda ou como forma de investimento.
O dado, divulgado nesta quarta-feira, 23, ganha relevância em um cenário de preocupação dos brasileiros com a própria situação financeira.
Atualmente, 19,6% afirmam que falta dinheiro na maioria dos meses, enquanto 25% apontam as dívidas acumuladas e os juros altos como o principal fator negativo para as finanças.
Percepção de prejuízo social
A pesquisa também mostra que 59,9% dos entrevistados consideram que as bets trazem apenas prejuízos para a sociedade brasileira.
Apenas 0,7% avaliam que a atividade traz somente benefícios.
A percepção de prejuízo aparece em diferentes grupos da população e é ainda maior entre pessoas com ensino superior, entre as quais 70,3% veem apenas efeitos negativos.
O índice também chega a 65,2% entre os entrevistados com mais de 60 anos.
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Proteção de menores e regulação
A facilidade de acesso de crianças e adolescentes às plataformas de apostas também está entre as principais preocupações apontadas pela pesquisa.
Seis em cada dez brasileiros (60%) concordam totalmente que menores de idade conseguem acessar facilmente esses sites e aplicativos.
A pesquisa mostra ainda apoio majoritário a medidas mais rígidas para o setor:
- Impostos: 81% concordam que as empresas de apostas deveriam pagar mais tributos;
- Publicidade: 73% concordam totalmente que a propaganda das bets deveria ser limitada;
- Proibição: 75% concordam total ou parcialmente com a proibição das apostas online no país. Em abril, esse índice era de 73%.
De quem é a responsabilidade?
Os entrevistados também apontaram quem consideram responsável pela disseminação das bets no país.
Para 36%, o principal responsável é o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seguida aparecem o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (25,4%) e o Congresso Nacional (16,5%).
Metodologia
O levantamento foi realizado entre 17 e 22 de setembro de 2026, com 5.015 entrevistados. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.


