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Brasil alcança menor taxa de desmatamento na Amazônia e Cerrado
Dados foram divulgados pelo Governo Federal durante um evento no Palácio do Planalto


A Amazônia e o Cerrado registraram as menores taxas de desmatamento de suas respectivas séries históricas, segundo dados do monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados nesta sexta-feira, 16.
Na Amazônia, o desmatamento foi de 3.335 km², o menor valor desde 1988, representando uma redução de 41,8% em relação ao ciclo anterior, quando atingiu 5.731 km².
No Cerrado, foram 5.516,69 km² desmatados, o que também representa a menor taxa da série histórica, iniciada em 2001. A queda equivale a 23,8% em relação aos 7.235,27 km² registrados no período anterior, entre julho de 2024 e julho de 2025.
“A redução do desmatamento não é um episódio isolado, nem resultado da sorte. É um processo contínuo, de redução ano a ano, que só é possível com políticas públicas estruturadas e organizadas em três pilares fundamentais: a ciência, com informações que orientam nossas decisões; a democracia, com a participação da sociedade na construção das políticas públicas; e o pacto federativo, com respeito e parceria entre o Governo Federal, os estados e os municípios”, destacou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
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Entre as medidas de combate está o programa União com Municípios, na Amazônia Legal, que abrange iniciativas de monitoramento e gestão ambiental, regularização fundiária e assistência técnica. Desde 2023, a iniciativa conta com R$ 780 milhões em execução em 80 municípios, com foco na proteção territorial e no combate à grilagem.
A estratégia prevê também incentivos financeiros ao desenvolvimento de atividades sustentáveis. No Plano Safra 2026/2027, produtores rurais que atendem a critérios ambientais podem obter redução de até 1 ponto percentual na taxa de juros. Já o programa Bolsa Verde oferece apoio financeiro a famílias de baixa renda que contribuem para a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais.
Os dados foram divulgados pelo Governo Federal durante um evento no Palácio do Planalto, em Brasília, e integram o Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), desenvolvido pelo Inpe, responsável por calcular as taxas oficiais de desmatamento no país.


