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PROTEÇÃO INFANTIL

Senado aprova PL que endurece penas por crimes digitais contra menores

Texto endurece punições, prevê agravantes para uso de inteligência artificial

Andrêzza Moura
Por
Além de punições mais rigorosas, PL garante mais proteção às vítimas
Além de punições mais rigorosas, PL garante mais proteção às vítimas - Foto: Reprodução Pixabay

O Projeto de lei (PL) 3066/2025, que aumenta as penas para crimes de violência sexual digital contra crianças e adolescentes foi aprovado pelo Senado, nesta terça-feira, 7.

A proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial.

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O texto prevê punições mais rigorosas para crimes praticados no ambiente virtual e estabelece agravantes para casos que envolvam o uso de inteligência artificial, deepfakes, perfis falsos e outras ferramentas para aliciar menores.

Além disso, o PL amplia a autorização judicial para infiltração policial na internet durante as investigações.

Punição

Entre as mudanças, a pena para quem produzir, registrar, fotografar, filmar ou comercializar material de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes passa de 4 a 8 anos de reclusão para 4 a 10, além de multa.

Se houver venda ou divulgação pela internet ou por redes sociais, a punição poderá ser aumentada um terço.

O projeto também aumenta para 4 a 10 anos de prisão a pena para quem compartilhar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar esse tipo de conteúdo.

Atualmente, a punição varia de 3 a 6 anos de reclusão. Já para quem adquirir, armazenar ou possuir material de violência sexual infantil a pena será alterada de 1 a 4 anos de prisão para 3 a 6 anos.

Outro ponto da proposta é o aumento de pena entre um terço e dois terços quando os crimes forem praticados com uso de inteligência artificial, deepfakes, perfis falsos, jogos online ou redes sociais para atrair ou aliciar crianças e adolescentes.

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A pena ficará mais grave quando o autor do crime se aproveitar de uma relação de confiança, autoridade, cuidado ou convivência familiar com a vítima.

Relator

O relator do PL, o senador Fabiano Contarato (PT/ ES), afirmou que as penas previstas atualmente no Estatuto da Criança e do Adolescente não têm sido suficientes para combater os crimes de abuso e exploração sexual, principalmente no ambiente digital.

Segundo dados citados por Contarato, a Safernet Brasil registrou 49.336 denúncias anônimas de abuso e exploração sexual infantil entre janeiro e julho de 2025. Os números representam um aumento de 18,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O projeto garante também que, além do endurecimento das penas, crianças e adolescentes ou testemunhas de violência sexual tenham acesso a atendimento psicológico e psicossocial especializado, contínuo, individualizado e integral. As informações são da Agência Senado.

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Tags

crime sexual Crime virtual violência sexual contra crianças e adolescentes

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