INCERTEZAS
Dúvida toma conta do Carnaval no Campo Grande durante obras do metrô
Prazo da obra do Tramo IV será de 40 meses, a partir da assinatura da Ordem de Serviço

É uma certeza que a nova estação do metrô no Campo Grande vai revolucionar a vida de quem vive e circula naquela região do Centro de Salvador. Moradores e trabalhadores de bairros como Garcia, Politeama, Gamboa, Corredor da Vitória, Canela, e redondezas serão diretamente beneficiados com a extensão do modal.
A dúvida que paira em relação ao projeto é sobre a possível interferência da obra no Carnaval dos próximos anos. Com a licitação em fase final de produção, ainda não há detalhes sobre como a intervenção vai impactar na circulação de blocos e dos trios elétricos durante os dias de folia no futuro.
Em entrevista ao Portal A TARDE, representantes de associações que ajudam a produzir a festa momesca chamaram atenção da reportagem sobre a falta de informação em torno da construção.
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Para o presidente da Associação de Blocos de Salvador (ABS) Albry Alves, é necessário um diálogo mais transparente por parte do poder público sobre os possíveis impactos no Circuito Osmar. Ele avalia que a estação trará um grande ganho para a região e para os próprios foliões que vão curtir a festa no Centro da cidade, mas é preciso mais debate.
“No andar da obra é possível que tenha algum prejuízo para a festa. Agora a gente tem que pensar junto como resolver, e que tenha mais diálogo para a gente antecipar nossas colaborações”, disse.
Já o presidente do Conselho Municipal do Carnaval e Outras Festas Populares (Comcar), Washington Paganelli, acredita que para o Carnaval de 2026, a obra não vai interferir na circulação das atrações, mas para os próximos anos ele não descarta alterações.
“A gente tem que ver o projeto como é e depois nós vamos avaliar se ela vai ou não afetar o desfile. Falta a gente ver o que é que vai ser feito. A gente não pode ainda discutir, desde quando eles nem sabem o que é que eles querem. Essa informação ninguém tem ainda”, disse Paganelli.
O que dizem as autoridades?
No final do ano passado o governador Jerônimo Rodrigues (PT) autorizou a desapropriação de mais de 6 mil m² no Largo do Campo Grande e na Avenida Santa Rita, no Vale do Canela, para a construção da nova estação.
Apesar disso, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) disse que a obra não deve comprometer a realização do Carnaval no circuito do Centro.
“As obras não vão iniciar esse ano. [...] a obra é subterrânea, [a desapropriação] será no meio da praça do Campo Grande e a outra seria na rua entre ali onde fica o camarote e o Teatro Castro Alves”, disse o prefeito.

Para evitar gargalos no Circuito Osmar, houve uma mudança no planejamento logístico da construção. O prefeito explicou o como vai funcionar as obras.
“Nós combinamos de deslocar esse posto de visitação que estava na rua para aquele estacionamento lateral da prefeitura, que tem ali ao lado do Camarote que atende os vereadores. Então, isso não irá comprometer, por exemplo, o Carnaval de 2027”.
Detalhes da obra
A Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) revelou ao Portal A TARDE que o prazo da obra do Tramo IV será de 40 meses, a partir da assinatura da Ordem de Serviço. O ato está previsto para março e deve contar com a presença do presidente Lula (PT).

A nova Estação Campo Grande integra o Tramo 4 da Linha 1 do metrô de Salvador e tem início das obras físicas previsto anda para o primeiro semestre de 2026.
O projeto, estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande por um trecho subterrâneo de aproximadamente 1,2 km.
A estação será totalmente subterrânea, com profundidade de até 60 metros e cinco pavimentos, ampliando as opções de deslocamento na região central da capital.
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