SAIU DA ELITE
Escola de samba que homenageou Lula no Carnaval do Rio é rebaixada
Acadêmicos de Niterói é a agremiação mais jovem a desfilar na elite do carnaval carioca

A Acadêmicos de Niterói foi a escola de samba rebaixada do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval de 2026 do Rio de Janeiro. As notas dos jurados foram divulgadas na tarde desta quarta-feira, 18. A Viradouro foi consagrada como a grande campeã deste ano.
No último domingo, 15, a agremiação carioca apresentou o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que contou a história de vida do presidente Lula, desde a sua infância até a chegada ao cargo mais alto da República brasileira.
Criada em 2018, a edição da festa deste ano foi a primeira vez que a escola desfilou na elite carioca. Em 2025, com o enredo "Vixe Maria", sobre a história das Festas Juninas, a Acadêmicos de Niterói conquistou o título da Série Ouro, e se tornou a escola de samba mais jovem a desfilar na grande elite do carnaval carioca.
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Desfile polêmico
A Acadêmicos de Niterói virou alvo de uma enxurrada de críticas por conta do seu samba-enredo em homenagem ao presidente Lula. O desfile também incluiu referências ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representado por um palhaço caracterizado como preso, utilizando roupas listradas e tornozeleira eletrônica com sinais de violação.
Após a apresentação, opositores do governo classificaram o desfile como propaganda política antecipada em ano eleitoral e acionaram a Justiça questionando a participação do presidente no evento. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende protocolar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O senador Sérgio Moro também criticou o desfile e questionou o uso de recursos públicos.
Diante dos ataques, a escola de samba se pronunciou oficialmente após o desfile. Em nota publicada nas redes sociais, a agremiação afirmou ter sofrido perseguições políticas e defendeu a autonomia artística apresentada na avenida.
A agremiação afirmou ter enfrentado pressões ao longo da preparação para o Carnaval e acusou tentativas de interferência em seu trabalho artístico. “Mas é preciso dizer a verdade. Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca".
"Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar. Não conseguiram”, afirmaram.
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