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TURISMO

Chapada Diamantina além das trilhas: turismo de conhecimento atrai viajantes pelas curiosidades

Destino conhecido por cachoeiras e paisagens naturais também guarda sítios arqueológicos, cavernas, biodiversidade e roteiros para quem quer viajar aprendendo

Erick Issa
Por Erick Issa
Águas Claras, Vale do Capão
Águas Claras, Vale do Capão - Foto: Role Familia/Divulgação

Viajar para a Chapada Diamantina costuma ser sinônimo de cachoeiras, trilhas, poços de águas cristalinas, grutas e mirantes. Mas há uma outra forma de conhecer esse destino no coração da Bahia: olhar para a região como um território de conhecimento, onde a paisagem também conta histórias sobre povos antigos, formações geológicas, aves raras, biodiversidade e modos de vida preservados no interior do estado.

Esse tipo de viagem vem ganhando espaço entre visitantes que buscam mais do que uma sequência de
passeios fotogênicos. Na Chapada, é possível combinar natureza, curiosidade científica, história, arqueologia, observação de aves e experiências educativas em roteiros que ajudam a entender melhor a formação do território e a riqueza ambiental da região.

Sítios de arte rupestre e arqueologia na Chapada

Um dos exemplos mais curiosos está nos sítios de arte rupestre. Em diferentes pontos da Chapada, paredões, grutas e formações rochosas preservam desenhos feitos por populações que viveram no território muito antes da colonização. Em Lençóis, a Serra das Paridas é um dos complexos arqueológicos mais conhecidos, reunindo pinturas com figuras humanas, animais e formas geométricas que despertam a atenção de pesquisadores, visitantes e guias locais.

A experiência é diferente de um passeio convencional. Mais do que observar uma
paisagem bonita, o visitante entra em contato com vestígios de modos de vida antigos, técnicas de pintura, símbolos e marcas deixadas por grupos humanos que ocuparam a região há milhares de anos. Por isso, os roteiros de arte rupestre exigem acompanhamento especializado, respeito às áreas de visitação e atenção às regras de preservação.

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Pedra do Chapéu
Pedra do Chapéu - Foto: Felipe Maia/Divulgação

Espeleologia e os segredos das cavernas baianas

Outro caminho para conhecer a Chapada pelo olhar do conhecimento está nas cavernas. A região é considerada uma das mais interessantes da Bahia para experiências ligadas à espeleologia, com grutas, salões subterrâneos, formações rochosas e ambientes delicados que ajudam a contar a história geológica do território. Iraquara, Lençóis e Morro do Chapéu estão entre os municípios que concentram atrativos desse tipo.

Cuidados essenciais na visitação de grutas

As grutas também pedem cuidado. Além de equipamentos adequados, a visita deve respeitar normas de segurança e conservação:

  • Uso de calçados fechados;
  • Utilização de capacete e lanterna;
  • Acompanhamento essencial de guias e agências para evitar riscos;
  • Proteção de formações naturais que levaram milhares de anos para se desenvolver.

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Observação de aves atrai turistas estrangeiros

A observação de aves é outro segmento que vem ganhando destaque na Chapada Diamantina. A região reúne áreas de caatinga, cerrado, mata atlântica e campos rupestres, o que favorece a presença de espécies variadas e atrai observadores brasileiros e estrangeiros. Para muitos viajantes, “passarinhar” virou uma forma de conhecer a Chapada em ritmo mais lento, atento aos sons, cores e movimentos da fauna local.

A atividade também tem relação direta com conservação ambiental, já que depende de áreas naturais preservadas e pode gerar oportunidades para:

  • Guias locais e condutores;
  • Pousadas, hotéis e restaurantes;
  • Artesãos da região;
  • Comunidades locais e tradicionais.
Pássaro Soldadinho durante observação de aves na Chapada
Pássaro Soldadinho durante observação de aves na Chapada - Foto: Cristine Prates/Divulgação

Como ampliar o roteiro e planejar a viagem

O turismo de conhecimento amplia o mapa da Chapada. A viagem pode incluir:

  • Uma caminhada para ver pinturas rupestres;
  • Uma visita guiada a cavernas;
  • Um passeio de observação de aves ao amanhecer;
  • Uma conversa com condutores locais;
  • Uma experiência em comunidade rural ou quilombola;
  • Uma rota por cidades históricas como Lençóis, Igatu e Rio de Contas.

Esse recorte aparece na nova edição do Guia de Viagem Chapada Diamantina, publicação regional produzida pela Flora Comunicação, com mais de 200 páginas. O material reúne dicas sobre cidades, vilas, mapas, atrativos, roteiros e informações para quem deseja planejar melhor a viagem, incluindo experiências que vão além do ecoturismo mais conhecido.

O guia pode ser adquirido na loja on-line: www.guiachapadadiamantina.com.br.

A proposta é mostrar que a Chapada não precisa ser visitada apenas como uma lista de cachoeiras. Ela também pode ser lida como um território vivo de memória, ciência, biodiversidade e cultura. Para quem gosta de viajar aprendendo, essa talvez seja uma das formas mais ricas de redescobrir o destino mais diverso da Bahia.

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  • Corrida Ibicoara
  • Pássaro Soldadinho
  • Pedra do Chapeu
  • Pedra do Chapéu
  • Águas Claras, Vale do Capão
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arqueologia chapada diamantina Turismo

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