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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos com colaboração de Marcos Vinicius

ACERVO DA COLUNA
Publicado quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026 às 11:19 h | Autor:

Lula até tentou a despolitização no Carnaval de Salvador. Impossível

Lula pede separação entre política e carnaval, mas não é atendido em Salvador

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Lula na folia de Salvador, pela primeira vez na história
Lula na folia de Salvador, pela primeira vez na história -

Diz Jerônimo que antes de vir ao Carnaval de Salvador Lula lhe deu um telefonema com um pedido:

– Gostaria de não misturar a tinta da política durante a minha passagem pelo Carnaval.

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Lula também foi ao Carnaval de Recife e deve ter feito o mesmo pedido. Lá, foi atendido, cá não.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito de Recife, João Campos (PSB), adversários políticos, receberam e abraçaram o presidente. Em Salvador, o camarote da prefeitura, no Campo Grande, ficou embaixo e o do governo, no mesmo espaço, em cima. Mas nem Bruno Reis e nem ACM Neto pisaram lá.

Nas ruas – Seguiram a lógica: só o fato de Lula estar na folia já era um ato político. E não deu outra. No grupo BaianaSystem, por acaso um grupo financiado pela prefeitura de Salvador, a galera entoou o coro: “Olê, olê, olá, Lula, Lula”. De quebra, ainda vieram os gritos de “sem anistia”. Ou seja, a política já estava na raiz da folia.

Ademais, 2026 é ano de eleição e Lula, candidato à reeleição. Em 2022, Lula obteve 66,7% dos votos nordestinos, sendo o Piauí o estado com a votação mais expressiva, da ordem de 77%, vindo a Bahia logo atrás, com 72%.

Agora, os adversários de Lula propagam pelo Brasil afora, ACM Neto incluso, que ele já não está tão forte na região como em 2022. Será verdade ou falácia?

A resposta virá das urnas, mas, por enquanto, o clima é de guerra, aí a verdade evapora.

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Na Península de Maraú, não faltou energia. Mas no Guaibim...

Eis que na Península de Maraú, onde a queda de energia quase sempre é um inferno para os moradores de Algodões, Taipu de Fora, Campinho e Barra Grande, points turísticos, dizem que no Carnaval deste ano houve um milagre.

Diz um professor da rede municipal lá, morador de Campinho, que “só pode ter sido milagre de São Judas Tadeu”, o padroeiro.

Mas no Guaibim, em Valença, outro grande point, nas últimas semanas já vinha na base do acende e apaga todos os dias, a toda a hora, mas no Carnaval degringolou de vez.

Jussara Monteiro, moradora lá, diz que foi um horror.

– Quando tínhamos energia, nem um ar-condicionado se ligava, por falta de força. Nunca se viu isso.

Este ano vence o contrato de concessão da Coelba. Se houvesse votação popular, era derrota líquida e certa.

Brasil fez um dos maiores carnavais e a Bahia seguiu

Rio, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda fazem os maiores carnavais do Brasil, embora a folia de Momo estenda os seus tentáculos por todos os cantos do País, como em Parintins, lá no Amazonas, onde o boi bumbá impera o ano inteiro, e nestes tempos com o CarnaBoi. Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o Brasil realizou este ano um dos maiores carnavais de todos os tempos, em número de foliões nas ruas e também na atração de turistas estrangeiros.

Maurício Bacelar, secretário de Turismo baiano, diz que a Bahia seguiu na mesma pegada, com a ressalva de que a presença de Lula cá, reforça o ‘chame gente’.

– O gringo se sente mais seguro.

REGISTROS

Quinho na espera

Passando o Carnaval em Prainha de Anagé, Quinho de Belo Campo (PSD), ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da UPB, foi abordado sobre ser vice de ACM Neto, como falam. Não disse nem que sim, nem que não. Diz que vai decidir alinhado com o grupo dele.

Corrida da Alba

O deputado Hilton Coelho (PSOL) está propondo que a Assembleia baixe uma resolução criando a Corrida Alba. Diz ele que seria uma forma de promover a saúde e o bem-estar coletivo, fazendo da Alba não apenas uma casa para criar normas, mas também turbinar a saúde.

Guaribada geral

E por falar na Alba, o diretor administrativo, Fernando Sávio, diz ter aproveitado o recesso de janeiro para dar uma guaribada na casa. Entre as obras, está o revestimento das paredes com drywall, que é resistente a umidade. As chuvas de novembro causaram estragos.

Síndrome em pauta

Já o deputado Bobô (PCdoB), celebra a aprovação de um projeto de lei dele que obriga os hospitais públicos a comunicar associações e afins quando o bebê nascer com Síndrome de Down. Diz ele que isso evita o diagnóstico tardio e facilita o apoio.

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