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Levi Vasconcelos

Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas

ACERVO DA COLUNA
Publicado sábado, 28 de março de 2026 às 9:18 h • Atualizada em 28/03/2026 às 9:45 | Autor:

Mês da Mulher chega ao fim com elas bradando que a luta continua

Luta das mulheres na Bahia avança com vozes em maior destaque, apesar de alarmantes índices de violência

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Delegada Argimária: ‘A violência cresceu, e a reação também’
Delegada Argimária: ‘A violência cresceu, e a reação também’ -

Em 2025, a Bahia teve 102 feminicídios, menos que em 2024, quando houve 110. Mas, só nos primeiros meses deste ano, entre outras agressões, como violência doméstica, maus tratos e abuso sexual, foram 5.921 casos.

A delegada Argimária Soares, uma das nove que atuam hoje na Casa da Mulher Brasileira, a delegacia especializada em Salvador, também integrante do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher e presidente do Coletivo Quinto Feministas, diz que por isso a luta é perene.

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– Os números são crescentes, mas a causa das mulheres também está tendo mais voz e visibilidade. E é isso que queremos. Quanto mais expusermos esses absurdos, melhor.

CAMILA E ISABELA - A defensora Pública Geral da Bahia, Camila Canário, vai na mesma pegada.

– Quando as mulheres ocupam espaços de poder, a política deixa de falar sobre nós e passa a ser construída também por nós. Que minha presença na liderança de uma instituição do sistema de Justiça sirva de recado para tantas mulheres: nossos sonhos e força cabem onde quer que queiramos estar.

Isabela Suarez, a segunda mulher na presidência da Associação Comercial da Bahia (ACB) – a primeira foi Lise Weckerle, de 2003 a 2007 – carimba a tese.

– Ter uma mulher à frente da ACB é um símbolo importante, mas o que importa é que essa presença representa a ampliação da diversidade nos espaços de decisão.

Em síntese, em todas as frentes, as mulheres falam mais alto pedindo passagem.

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Alex Santana deixa Brasília e abre a vaga para Marcelo Nilo

O deputado federal Alex Santana (Republicanos), que não é candidato à reeleição, vai renunciar ao mandato para assumir a Secretaria de Gestão da Prefeitura de Salvador.

A movimentação é uma articulação que visa emplacar Marcelo Nilo, o primeiro suplente do Republicanos, como deputado federal, que entraria nas eleições deste ano disputando a reeleição.

Mas se ficou bom para Nilo, para Alex nem tanto. Nos bastidores da Assembleia de Deus, igreja à qual ele é ligado, alguns externam a insatisfação dizendo que ele abre mão de um mandato dado por Deus por meio do voto da igreja para ceder o lugar a um ímpio.

Aliás, membros da Assembleia dizem que a instituição pretende retomar a vaga este ano e o mais forte para assumir a vaga de ungido da vez é Abrahão Reis (Pode), vereador em Lauro de Freitas.

Otto nega que vá ser ministro

Embora muito citado como provável ministro de Lula, nas Relações Institucionais, o senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, disse que a notícia simplesmente é fake.

– Eu queria saber quem inventou isso, quem me desejou esse mal. Nas vezes que estive com Lula, ele nunca me tocou nesse assunto.

Pois é, a fake até que animou alguns, mesmo que por alguns instantes.

Ronaldo e Hassan, duas ausências notadas

O anúncio do nome de Zé Cocá (PP), o ainda prefeito de Jequié, como vice de ACM Neto bateu em cheio nas redes com um ingrediente curioso: foram notadas as ausências de Zé Ronaldo (UB), prefeito de Feira de Santana, e do deputado Hassan Youseff (PP).

Nas redes, Ronaldo disse que nem sabia do evento, sabe o do dia 30, em Feira, e Hassan nada falou. Ele já anunciou que seguirá Cocá, mas não fica numa situação lá muito confortável, já que ao longo dos últimos três anos e meio, sempre portou-se como deputado alinhado do governo. Nas redes, dizem que quando Adolpho Loyola, secretário das Relações Institucionais, ia a Jequié, dormia na casa dele.

POLÍTICA COM VATAPÁ: Zé Garapa

Essa quem conta é o senador Otto Alencar (PSD), na sua trajetória sempre atento ao lado bem humorado da política.

Antigamente, casar com mulher não virgem era suprema ofensa, preconceito que chegou até os nossos dias. Anos 80, José Menezes Fagundes, de Lajedinho, região de Itaberaba, viveu dias amargos por conta disso. “Já casou melado”, diziam, arranjaram o apelido de Zé Garapa e ele virava uma arara.

Morador da roça, andava com um facão na cintura e ai de quem falasse em Garapa. Piorou quando se elegeu vereador. Os adversários caíam matando, quase sai morte. Contam que lá, um dia, ele chegou à cidade montando a cavalo. Vinha para a sessão da Câmara, alguém gritou:

— Água!

Outro emendou:

— Açúcar!

Zé pulou do cavalo e brandiu o facão:

— Misturem, seus moleques! Se são homens, misturem para ver se eu não mando um para o inferno hoje!

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