LEVI VASCONCELOS
Trump baixa o tarifaço e Lula fica muito grato. A razão está na Quaest
Medida de Trump gerou reações imediatas no Brasil


Donald Trump, o presidente dos EUA, já disse que a Groenlândia é dele, o Canal do Panamá, também, sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, bombardeou o Irã e matou o líder Ali Khamaney, e continua a disparar bombas lá pelo Irã.
Nos EUA, a popularidade dele desabou. Ele agora vem com esse tarifaço contra o Brasil. A pesquisa Genial/Quaest divulgada esta semana já dizia que, dos entrevistados, 41% disseram que ficam com mais vontade de votar em Lula com o tal tarifaço.
Aliás, foi justo para não dar nisso que Flávio Bolsonaro pediu a Trump, um amigo a quem só falta ele chamar de Trumpinho, que não baixasse o tarifaço porque ia ajudar Lula, e não foi ouvido. Ou seja, Trump já é um criador de caso carimbado, e agora criou um que vai lhe render ou ampliar a repulsa do povo brasileiro.
Causa política – Lula apressou-se em dizer que a motivação do tarifaço não é técnica. Ou seja, é política.
É o que parece quando se vê o que Trump chama de “deslealdades dos brasileiros”. Uma delas é o Pix, uma criação do Banco Central do Brasil. Ele simplesmente quer a volta de cartões como o American Express ou adotar o Zelle, pagando, como sugere Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio. Eles parecem viver no mundo da lua. E pensam que somos idiotas.
Seja como for, com Trump não se brinca. Ele passa a sensação de ser um louco no alto de um edifício, armado até os dentes, que ninguém duvida do terror porque já matou muita gente.
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Segundo Alban, Brasil já perde com os EUA, e vai perder mais
Ricardo Alban, o baiano que preside a Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que o tarifaço de Trump a mais de três mil produtos compromete a competividade e ameaça as exportações do Brasil.
Ele lembra que 20 dos 27 estados brasileiros já registraram queda nas exportações para o mercado norte-americano, na comparação com o primeiro semestre do ano passado.
Na Bahia, as vendas caíram 14%, o que representa uma perda de mais de 60 milhões de dólares.
“Diante do anúncio, o cenário tende a piorar. Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e EUA construíram”, diz Alban.
Os produtos baianos mais exportados para lá são celulose e derivados de cacau, mas há também as frutas, como a manga.
Nas redes, foi só o que deu
Um levantamento feito pela Ativaweb Data Lab para a Veja mostrou que, nas primeiras 24 horas após a decretação do tarifaço por Trump, nada menos que 21.453.002 postagens se referiram ao assunto.
O detalhe é que o caso saiu imediatamente do campo econômico para o político. E, por aí, o tarifaço foi rebatizado como tariflávio, que, por sua vez, aparece culpando Lula.
Mário Alberto Hirs sai do TJBA, onde marcou época
O desembargador Mário Alberto Simões Hirs, ou Mário Alberto Hirs, ou ainda Mário Alberto Dedo, apelido que ganhou por dois dedos pegados nas mãos, completará 75 anos amanhã, por isso, anteontem, ele participou da última sessão no TJBA, quando colegas como Josevandro Andrade e Jatahy Fonseca rasgaram elogios à sua trajetória.
Sempre brincalhão, Mário Alberto entrou na magistratura em 1981, e no TJ, em 2004. Marcou época como líder, ao lado do desembargador Carlos Cintra, para manter a corte, antes completamente controlada por ACM, com independência. É um dos que saem sob os aplausos gerais, servidores inclusos.
REGISTROS
Viva Netinho
O cantor Netinho, 60 anos, que trava a luta contra um linfoma, câncer no sistema linfático, mandou dizer aos conterrâneos de Santo Antonio de Jesus que saiu bem da 5ª sessão de quimioterapia. Ainda terá mais 11, mas diz que tudo corre bem.
Palavrões no debate
Thiago Costa (MDB), vereador em Aporá, também vice-presidente da Câmara, virou sensação nas redes regionais entre Inhambupe e Esplanada. Distribuíram o vídeo em que, durante uma sessão, ele desfila palavrões como porra, fdp e no ‘c...’. Ficou muito feio.
Turismo em alta 1
Diz a Secretaria de Turismo de Porto Seguro que a cidade recebe, agora em julho, cerca de 340 mil turistas, 11,6% a mais que o mesmo período do ano passado. Lá, 95% da economia gira em torno do turismo e foi por isso que na pandemia a maioria virou bolsonarista.
Turismo em alta 2
Aliás, o secretário do Turismo do Estado, Maurício Bacelar, diz que não é só lá que o setor está crescendo, mas no estado todo, com um percentual de 11,7%, sendo que o número de visitantes internacionais subiu 11,8%, mais que a média geral.


