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LEVI VASCONCELOS

Emendas, uma questão que ainda vai gerar muita coisa fedorenta

Emendas na gestão de Bolsonaro gerou um aumento exorbitante nos gastos públicos

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Emendas parlamentares se intensificaram no governo Bolsonaro
Emendas parlamentares se intensificaram no governo Bolsonaro - Foto: Reprodução

Quando se candidatou à presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro já era deputado federal pela sétima vez. Conhecia bem as mumunhas do jogo entre o Congresso e o governo e articulou o discurso: “Acabar com o toma lá, dá cá”.

Ora bolas, o “toma lá, dá cá” sempre foi do jogo político, toma lá seus votos, dá cá minha escola, minha estrada, meu hospital ou até mesmo meu emprego. O “dá cá” só é nefasto quando é para o bolso.

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Resultado é que ele tomou a facada, se elegeu presidente da República nesse embalo, não sabia jogar o jogo do “toma lá, dá cá”, não apenas se abriu todo: se arreganhou.

Sob a batuta do paraibano Arthur Lyra (PP), promoveu “toma lá” que virou absurdo. As emendas parlamentares que eram de R$ 5 milhões por deputado subiram 10 vezes mais, passaram para R$ 50 milhões. Deu no que está.

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Só o começo – Se antes as emendas custavam aos cofres públicos R$ 2,5 bilhões, hoje elas chegam a R$ 61 bilhões.

E é a partir daí que se configura um cenário que daqui por diante vai passar a fertilizar o terreno das maracutaias nacionais.

Ora, antigamente eram frequentes as denúncias de deputados cobrando percentuais para liberar dinheiro de emenda, agora o prato está robusto. Isso que se vê envolvendo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, manipulando R$ 119 milhões de vários deputados, para ele “normal”, é apenas o começo da panaceia.

Binho Galinha já não é aquele, segundo o jornalista Jânio Rêgo

Jânio Rêgo, jornalista potiguar que trocou o sal de Mossoró pelo sol de Feira de Santana, onde vive há mais de 40 anos e, hoje, pilota o Blog da Feira, diz que por lá o deputado Binho Galinha (Avante), que está preso, já não tem o protagonismo, como dissemos aqui.

Diz ele que as pesquisas que apontam Binho como líder na disputa estadual lá “só têm credibilidade nas mesas do Limão Drinks”, point feirense que reúne políticos, jornalistas e outros fofoqueiros.

Ok, mas outros jornalistas dizem que, dos 49.934 votos obtidos por ele em 2022, nada menos que 39.980 (10,40% do eleitorado) é fato politicamente expressivo, e isso não evapora assim. Só um fato é consensual. Todos acham difícil Binho Galinha manter a candidatura, uma vez que ele só foi condenado em um de quatro processos.

E o lixo vira um problemão

Garis de Salvador, que mês passado iniciaram uma greve, suspensa pela Justiça, se reuniram, ontem, na Casa do Olodum, no Pelô, e decidiram fazer uma manifestação em frente ao Congresso Nacional com sacos de lixo e vassouras.

Pedem a regulamentação da profissão, piso salarial e aposentadoria especial. O fato é que o lixo em Salvador, que já vai mal, está virando um grande problema para Bruno Reis.

Duda Sanches diz que não quer brigar com Ditinho

Duda Sanches (UB), vereador em Salvador e filho do ex-deputado Alan Sanches, que morreu em janeiro, diz que não quer alimentar briga com o empresário Ditinho, para não prejudicar ACM Neto.

Ditinho era candidato a estadual em parceria com Alan, que ia para federal.

Quando Alan morreu, Duda resolveu se candidatar a federal, só que Ditinho, também. Os dois entraram em rota de colisão em Santo Antonio de Jesus, terra de Ditinho, onde Alan atuava forte. Nos dias que antecederam o 29 de maio, o aniversário de SAJ, Duda soltou outdoors de parabéns, Ditinho mandou cobrir.

– Ele diz que Neto me protege. E quando Neto me liga é para pedir que não brigue com ele.

REGISTROS

Uldurico lá 1

O ex-deputado federal Uldurico Pinto, pai do também ex-deputado federal Uldurico Júnior, que está preso acusado de facilitar a fuga de presos, anunciou sábado que será mesmo candidato a deputado federal este ano, pelo Rede.

Uldurico lá 2

O fato muda o cenário da disputa no extremo sul da Bahia. Dizem lá que o maior prejudicado é o sobrinho Ubaldino Júnior, ex-prefeito de Porto Seguro, que é pré-candidato a federal pelo MDB.

O desafio de Sheila

Sheila Lemos (UB), prefeita de Vitória da Conquista, ostenta um índice de aprovação da ordem de 49,02%, segundo pesquisa da Séculos. Jornalistas lá fazem a ressalva de que está tudo normal, o desafio dela não é administrativo, é político, eleger o marido, Vagner Santos, deputado estadual, coisa que muita gente duvida.

Reza em Jequié

O mundo cultural de Jequié levou um baque na noite de sexta. Fábio Michel Ramos, tocador de instrumentos, especialmente o violão, sofreu um AVC e deixou todos preocupados. Ele está no Hospital Prado Valadares e os médicos dizem que o quadro inspira cuidados. E o pessoal da cultura reza forte.

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