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Pela pesquisa da Quaest, Lula abre a campanha como franco favorito

Enquanto presidente supera a desaprovação, senador questiona institutos de pesquisa

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcos Freitas
| Atualizada em
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert | PR

A pesquisa Genial/Quaest, ontem amplamente divulgada pela TV Globo, mostrou três fatos notáveis:

  • 1 – Lula só vem subindo, e Flávio só vem caindo. Na de ontem, o presidente pela primeira vez superou as intenções de voto sobre a desaprovação;
  • 2 – Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro pôs em dúvida a credibilidade das pesquisas, dizendo que não é bem assim, demonstrando insatisfação;

Tendência – Essa de Flávio negar a Quaest é que é boa novidade. Ele até evoca o ministro Nunes Marques, presidente do TSE, que quer criar um selo para dar aos institutos que mais acertam.

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No caso em apreço, o prêmio seria para o que vai bater mais perto das urnas, porque a Quaest está dizendo o que todos os outros institutos já dizem: Lula só sobe, Flávio só cai, mostrando com clareza que o caso dele com o Master, quando pediu R$ 134 milhões para financiar o filme sobre a vida do pai, o atingiu em cheio.

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Humberto Miranda espera a resposta do governo no cacau

Humberto Miranda, presidente da Federação da Agricultura da Bahia (Faeb), disse que até ontem o governo não respondeu ao ofício que ele protocolou esta semana pedindo o desligamento das empresas da indústria moageira do cacau do programa Desenvolve, mas espera que tudo dê certo:

– Recorremos ao governo porque a pressão do setor produtivo não tem sido suficiente. Não queremos mal para a indústria moageira, mas não é correto que ela receba incentivos para estimular o desenvolvimento e esteja fazendo justamente o contrário. Queremos é que ela pare com o deságio no cacau.

Ele diz estar confiante de que a iniciativa vá produzir resultados, no mínimo botando os dirigentes da indústria para sentar e conversar.

As empresas da indústria moageira são Cargill, Barre Callebaut e OFI.

Tarifaço, a deslealdade

O dia fechou, ontem, com o mundo político esperando o novo tarifaço de Donald Trump. Flávio Bolsonaro já disse ter pedido para ele não fazer isso porque vai ajudar Lula, e os governistas diziam não querer, mas até que queriam.

Curioso é Trump acusar o Brasil de prática desleal pelo Pix, só porque o modelo tira dos brasileiros a obrigação de pagar aos cartões deles. Se pagar, fica leal. Pode?

João Carlos assume a SDE prometendo botar todo gás

O deputado estadual Angelo Almeida ocupou durante todo o governo de Jerônimo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), indicado pelo PSB, mas na hora da janela partidária deixou o partido e mudou para o PT.

Mas a SDE continua com o PSB e, esta semana, o agrônomo João Carlos Oliveira, ex-diretor da Ceplac e ex-professor da Uesc, também ex-secretário do Meio Ambiente, assumiu o comando, disposto a mostrar serviço:

– Sei que o tempo é curto e estamos quase na campanha, mas também sabemos que nossa economia é diversificada e temos que estimular o turismo, o polo automobilístico, a agricultura no oeste e o cacau, com o chocolate.

REGISTROS

Endereço errado

A Câmara de Salvador aprovou indicação do vereador Cláudio Bacelar (Pode) ao Governo da Bahia, sugerindo o reconhecimento oficial para casamentos celebrados em religiões de matriz africana. Um deputado estadual da oposição comentou:

– A ideia é boa, mas o endereço está errado. No caso aí, é em Brasília.

Isaquias cá 1

Isaquias Queiroz voltou de Montreal, no Canadá, do Pan-Americano de Canoagem de Velocidade, com três medalhas de ouro na bagagem. Em Ubaitaba, terra dele, teve festa.

Isaquias cá 2

Isaquias despontou para o mundo da canoagem nos Jogos Olímpicos de Verão de 2016. O sucesso dele turbinou o esporte em Ubaitaba, onde nasceu e cresceu, e Itacaré. Os dois, situados nas bordas do Rio de Contas, viraram centros de canoagem de sucesso.

Correção no cacau

Na nota de ontem sobre o pedido da Faeb para retirar a indústria moageira do programa de incentivos Desenvolve, colocamos que uma tonelada de cacau era US$ 470 e as moageiras baixaram para US$ 320. Na real, não é tonelada e, sim, arroba. E o valor é em real, não em dólar.

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