LEVI VASCONCELOS
Trump encara as urnas lá, com uma legião de olho cá, contra e a favor
Confira a coluna de Levi Vasconcelos desta quarta-feira, 4


Os norte-americanos foram às urnas, ontem, para eleger 435 novos deputados e 35 dos 100 senadores. Hoje, o presidente Donald Trump (Republicano) vence o Democrata por 218 a 214, na Câmara, e 50 a 45, no Senado. O que se quer saber é se, a partir dos resultados, a situação mudará.
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Eis a questão: nunca uma eleição nos EUA causou tanto interesse no Brasil, resultado da polarização. Aí, fica assim: os bolsonaristas torcendo por Trump, o protetor dos irmãos Flávio e Eduardo e, também por isso, a esquerda e os governistas em geral querendo que ele se arrebente, com menos poder.
A votação foi ontem, mas só saberemos o resultado de hoje em diante. Lá não é como cá. Cada estado tem um sistema eleitoral, e cá o TSE pilota tudo.
Lá, Trump promete dar US$ 5 mil a cada americano, se ganhar. Aqui, seria crime eleitoral.
NOVO TEMPO – Trump já invadiu a Venezuela e sequestrou o presidente, Nicolás Maduro; baixou tarifaço contra o Brasil; bombardeou e matou lideranças do Irã, o que depois acabou se mostrando um tiro no pé.
Com a Venezuela foi um assalto contra as reservas de petróleo do país, mas no Irã ele mexeu com a cadeia econômica mundial, o que acabou aumentando o custo de vida nos EUA. Isso, mais o terrorismo contra imigrantes, agora estão saindo pela culatra, da mesma forma que o tarifaço no Brasil reabilitou Lula, que ia mal. Dizem que ele tem o estigma dos Bolsonaro: perde para si mesmo.
O inferno na volta do feriadão, tanto na BR-324 como no ferry
Os que foram curtir o feriado no interior comeram o pão que o diabo amassou na volta para Salvador, tanto na BR-324 como no ferry-boat.
Na 324, nova cratera na altura do município de Simões Filho causou engarrafamento monumental no sentido Feira-Salvador. Um jornalista preso no trânsito demorou sete horas para chegar. E desabafou:
– É o recorde. Já demorei quatro horas. Sete, nunca.
No caso em apreço, o consenso é de que se trata da herança maldita da ViaBahia, que explorou a rodovia por quase 16 anos, saiu só deixando problemas e ainda levou R$ 800 milhões.
Já o ferry-boat, onde o sufoco também demorou mais de seis horas em muitos casos, robusteceu a convicção de que a ponte Salvador-Itaparica, prevista para ser inaugurada em 2031, já vem muito tarde.
Corrida na orla travou tudo
A Corrida do Bahêa, realizada domingo na orla de Salvador, foi sucesso total para quem quis ir se divertir, como os quase 12 mil inscritos, a exemplo de Jones Gomes, morador da Pituba.
Mas virou um inferno para quem quis ir de Amaralina a Itapuã, fora da festa. Demorou cinco horas. Os irritados culparam a prefeitura de Salvador. Dizem que da Boca do Rio a Itapuã virou um inferno entre 14h e 21h.
Novos desembargadores do TJBA esperam as salas
A decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), de ampliar o número de desembargadores de 70 para 75, andou bem do ponto de vista de burocrático. Foi sacramentada em outubro e os nomes já estão escolhidos. Só há um probleminha.
Eles aguardam nomeação, porque o presidente do TJBA, Edvaldo Rotondano, ainda toma providências para alojar os novos colegas. Funcionários que ocupavam o 2º andar foram transferidos para o Anexo 2, enquanto obras são realizadas, também no 3º andar, para aprontar os novos gabinetes.
Mas, no mais, vai tudo bem. Um desembargador brincou: “Eles esperam um pouquinho. O mais difícil já passou”.
REGISTROS
Tiro errado 1
A CCJ da Alba aprecia, hoje, projeto do deputado Marquinho Viana (PV) que permite aos municípios firmar convênios com União e Estado em Saúde e Educação, mesmo que estejam inadimplentes. Tem tudo para cair, até porque quem legisla sobre isso é o Congresso.
Tiro errado 2
Mas nem por isso a discussão acaba aí. Marquinhos diz que maus gestores deixam heranças malditas, e quem paga o pato é o povo, que fica sem acesso a projetos importantes: “Fica o povo pagando por erros que não cometeu. A lei deve punir os culpados”.
Luka Pamponet
Cruz das Almas passou o Dia de Finados prestando as últimas homenagens a um finado querido. Luka Pamponet, figura querida na cidade, bastante presente nos movimentos culturais e católicos, morreu em acidente domingo à noite.
‘Trilha de Finados’
E já que estamos falando do Dia de Finados, Macaúbas, na Chapada, realizou, segunda, a 19ª edição da Trilha de Finados, evento que agrega motoqueiros. Parte do cemitério da cidade e vai até a Serra de Macaúbas, parando em todos os cemitérios do caminho.


