EDUCAÇÃO
Escola quilombola realiza gincana da diversidade em Cachoeira
Ação em Santiago do Iguape alinhou conteúdos escolares à cultura afro-brasileira


A Escola Municipal de Santiago do Iguape, na comunidade quilombola de Santiago do Iguape, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, encerra neste sábado, 26, a segunda edição da Gincana da Diversidade. Iniciada nesta semana, a programação tem movimentado a rotina dos estudantes com brincadeiras, desafios, gritos de guerra e atividades que relacionam conteúdos escolares à história, à cultura e às tradições da comunidade.
Com o tema “Celebrando Cultura, História e Educação: valorizando a riqueza cultural e a diversidade do nosso país”, a gincana reúne tarefas relacionadas ao folclore e às manifestações afro-brasileiras e quilombolas. A proposta é utilizar atividades lúdicas e artísticas para trabalhar conhecimentos de diferentes áreas e, ao mesmo tempo, aproximar os estudantes da própria identidade e territorialidade.
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Segundo a vice-gestora da unidade, Aglaia Souza, o envolvimento dos alunos tem sido um dos destaques da programação. Para ela, a participação nas atividades permite trabalhar conteúdos de forma integrada e fortalecer os vínculos dentro da comunidade escolar.
“Com as gincanas nossos estudantes aprendem brincando e fixam conteúdos diversos, de forma lúdica e divertida, desenvolvendo habilidades socioemocionais, como trabalho em equipe, liderança, respeito ao adversário, lidar com vitória e derrota e falar em público”, afirmou.
Entre as atividades realizadas estão disputas entre turmas e desafios envolvendo conhecimentos sobre moradores antigos da comunidade que tiveram participação na educação local. A programação também inclui atividades voltadas à leitura, escrita, raciocínio lógico e manifestações culturais.

Para o coordenador escolar Germano Conceição Barbosa, que também é oriundo da comunidade quilombola de Santiago do Iguape, a gincana é uma oportunidade de colocar a história do território dentro da rotina escolar. A programação, segundo ele, procura valorizar referências culturais e históricas da população negra da comunidade.
“Foi realizado o interclasse entre turmas, trabalhamos perguntas e respostas sobre pessoas antigas da comunidade, que contribuíram na educação desse lugar. A gincana também abarca outras atividades que, de forma lúdica, constroem conhecimento, que serve para toda a comunidade escolar”, explicou.
A vice-gestora destaca ainda que a participação nas atividades pode contribuir para o desenvolvimento da oralidade, da leitura e da autoestima dos estudantes. A expectativa é que a aproximação entre conteúdo escolar e referências presentes no cotidiano dos alunos ajude a tornar o processo de aprendizagem mais significativo.
A programação termina neste sábado, quando serão concluídas as atividades da segunda edição da Gincana da Diversidade.


