EDUCAÇÃO
Estudantes da Bahia apresentam projetos de tecnologia em feira de ciências
Trabalhos desenvolvidos em Lauro de Freitas abordam sustentabilidade, segurança e acessibilidade


Cerca de mil estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (CEEPTIC), em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, apresentaram projetos científicos e tecnológicos durante a 9ª Feira de Ciências, Empreendedorismo Social, Tecnologia e Inovação (FACEMTIC), realizada nesta quarta-feira, 7.
Com o tema “Conectando conhecimento, educação e justiça: ciência, tecnologia e inovação”, a feira reuniu trabalhos desenvolvidos pelos alunos a partir de problemas identificados em suas comunidades. As propostas passaram por áreas como sustentabilidade, acessibilidade, segurança e tecnologia.
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A participação dos estudantes em projetos de pesquisa foi destacada pelo secretário estadual da Educação, Marcius Gomes. Para ele, as feiras científicas contribuem para aproximar o conhecimento produzido nas escolas das demandas encontradas nos territórios.
“As feiras científicas evidenciam o protagonismo dos nossos estudantes na iniciação científica, que desenvolvem projetos com o olhar para as suas comunidades e seus territórios, sob a orientação dos professores e coordenadores pedagógicos. Esse movimento se fortalece por meio de diversos programas e projetos estratégicos, como a FECIBA (Feira de Ciências, Empreendedorismo Social e Inovação da Bahia), os seminários territoriais, e dos grandes investimentos realizados pelo governo estadual em infraestrutura, que contemplam laboratórios equipados e de diferentes áreas do conhecimento”, afirmou.
Entre os projetos apresentados esteve um biodiesel produzido a partir de óleo de dendê. A iniciativa foi desenvolvida pela estudante Rafaela Saraiva, 17 anos, do curso técnico em Administração. Segundo ela, a proposta busca discutir alternativas aos combustíveis derivados do petróleo.
“A gente trouxe uma alternativa de um combustível biodegradável e sustentável, sem o uso de fontes como o petróleo, que poluem tanto o nosso ambiente. É um produto que, realmente, vai ajudar muito na sustentabilidade do nosso planeta”, afirmou.
Na área de tecnologia assistiva, o estudante Christian Scher, 17 anos, do curso técnico em Informática, apresentou o projeto “Vertisense”, desenvolvido em grupo. A proposta consiste em uma pulseira de baixo custo capaz de monitorar movimentos e identificar alterações associadas a tonturas e perda de equilíbrio.
“O objetivo é trazer mais segurança para pessoas nessas condições ou para seus parentes, que podem ter um alerta e mais confiança para deixá-las sair na rua. A pulseira monitora os movimentos, identifica alterações e emite alertas por vibração ou LED”, explicou.
Outro trabalho apresentado foi o “Calisto: colar inteligente de proteção”, desenvolvido pela equipe da estudante Anna Bella Campos, 15 anos, do curso técnico em Logística. O dispositivo foi pensado como uma ferramenta de segurança pessoal para mulheres e utiliza um rastreador para enviar a localização e uma mensagem a contatos previamente selecionados.
“Caso a mulher se sinta ameaçada, ela pode apenas dar um clique no colar com rastreador, que enviará a localização dela e uma mensagem para contatos pré-selecionados. Assim, ela não precisa pegar o celular, caso precise ser discreta”, destacou.


