EDUCAÇÃO
Estudantes de Lauro de Freitas apresentam projetos em Feira de Ciência
Alunos apresentaram experimentos e projetos de Ciências, Física, Matemática e educação financeira


Uma Feira de Ciências transformou as salas da Escola Municipal Cadetes Mirins, no bairro de Portão, em Lauro de Freitas, em espaços de experimentação e aprendizagem nesta quarta-feira, 16. A atividade reuniu estudantes e professores em projetos que envolveram Ciências, Física, Matemática, educação financeira e empreendedorismo.
Durante a programação, os alunos apresentaram experimentos e trabalhos desenvolvidos ao longo da unidade letiva. Entre os projetos estavam máquinas simples, engrenagens, desenhos geométricos, produção de energia e reaproveitamento de materiais recicláveis.
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Segundo a professora de Ciências Daniele Dias, os trabalhos foram desenvolvidos a partir dos conteúdos estudados em sala. “A feira é realizada no sentido de compartilhar o que aprendemos durante o trimestre. Cada turma ficou com um tema específico e desenvolveu seus projetos. Estou feliz em ver a materialização dos resultados. Estão todos de parabéns!”, afirmou.
Entre os experimentos, os estudantes demonstraram o funcionamento de mecanismos presentes no cotidiano. Os projetos com engrenagens e outros dispositivos permitiram aplicar conceitos da Física relacionados à produção de energia e ventilação.
Matemática aplicada ao cotidiano
No 6º ano, a Matemática Financeira ganhou uma abordagem prática com o projeto “Minha Educação é da Minha Conta”. Os estudantes montaram um pequeno comércio dentro da escola, com venda de pipoca, doces, pães, café e outros produtos.
A atividade trabalhou conceitos como porcentagem, juros, custos, receita, lucro, consumo consciente e planejamento financeiro. O dinheiro arrecadado será destinado a uma “caixinha” dos estudantes para financiar uma próxima ação do projeto.
A professora de Matemática Leila Bispo explicou que a proposta é aproximar os conteúdos da realidade dos alunos. “Eles aprendem como lidar com valores, com o que gastar e em que gastar, além da importância do consumo consciente. Trabalhamos também juros, inflação, taxa Selic, orçamento e reserva de emergência. A partir do momento em que aprendem isso na escola, eles também podem replicar esse conhecimento para os familiares”, disse.

Para desenvolver a atividade, os estudantes foram divididos entre grupos responsáveis pelas vendas e pela consultoria. Enquanto uma equipe comercializava os produtos, outra analisava custos, estratégias de divulgação e formação do lucro.
O estudante Enzo Gabriel, de 12 anos, participou das vendas de pipoca. “Eu aprendi a matemática ao vivo. Estou um pouco nervoso, mas também muito feliz. Fui desafiado e hoje posso dizer que sou um ótimo vendedor. Fiz tudo certinho como a professora ensinou”, contou.
A programação também recebeu estudantes do Instituto Federal da Bahia (IFBA), que apresentaram experimentos sobre energia para alunos dos 8º e 9º anos. Com materiais reaproveitados, os convidados demonstraram aplicações de conceitos da Física.
Para o professor Henrique Moitinho, responsável por programas e ações de tecnologia da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), a atividade pode ampliar o contato dos estudantes com possibilidades de formação técnica.
“É uma experiência que estimula e incentiva os estudantes, principalmente os do 9º ano, a conhecerem possibilidades de formação ligadas a essa área”, destacou.


