EDUCAÇÃO
Nove estudantes de Ourolândia avançam em olimpíada de matemática
Alunos da rede municipal seguem para a segunda fase da competição


Nove estudantes do Colégio Municipal Francisco de Assis M. de Souza (CMFAMS), em Ourolândia, na região do Piemonte da Chapada Diamantina, avançaram para a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) Mirim 2026. Os classificados estão matriculados do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental.
Voltada aos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, a OBMEP Mirim busca estimular o raciocínio lógico e a resolução de problemas entre os estudantes. Na escola de Ourolândia, a preparação para a primeira etapa foi realizada por meio de atividades lúdicas, com jogos, brincadeiras e situações práticas relacionadas à matemática.
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Segundo o diretor do CMFAMS, Vanderlei Ribeiro de Lima, a escola pretende manter essa abordagem durante a preparação para a próxima etapa. “Continuar com métodos lúdicos para desenvolver o raciocínio lógico dos alunos”, afirmou.
A escola já possui histórico de participação na competição e teve estudantes premiados em edições anteriores, incluindo uma medalha de ouro. Para a segunda fase, a equipe pedagógica planeja combinar atividades lúdicas com exercícios específicos voltados ao formato da olimpíada.
A professora de Matemática Cleci Vieira de Carvalho explica que a participação em competições do tipo pode contribuir para habilidades que vão além dos conteúdos da disciplina.
“A participação em uma Olimpíada de Matemática desenvolve muito mais do que conhecimentos matemáticos. Ela estimula o raciocínio lógico, a criatividade, a concentração, a autonomia e a capacidade de resolver problemas”, afirmou.
De acordo com a professora, uma das principais dificuldades encontradas pelos estudantes em provas desse formato está na interpretação dos enunciados. Para ela, é necessário identificar quais informações são relevantes e definir qual estratégia será utilizada para chegar à solução.
A preparação para a segunda fase deverá incluir revisão de conteúdos, resolução de questões de edições anteriores, desafios de raciocínio lógico e atividades que estimulem diferentes formas de solucionar os problemas. A escola também pretende trabalhar a interpretação dos enunciados, a organização do tempo e a justificativa das respostas.
Para tornar o aprendizado mais próximo dos estudantes, Cleci defende o uso de jogos, desafios, materiais concretos, enigmas e situações do cotidiano. A proposta é fazer com que as crianças compreendam a matemática como uma ferramenta para pensar e desenvolver estratégias, e não apenas como um conjunto de cálculos e regras.
Entre os classificados está Emilly Priscilla, estudante do 5º ano. Ela conta que ficou feliz ao descobrir que havia avançado para a segunda fase.
“Gosto de multiplicação”, disse a estudante ao falar sobre sua relação com a disciplina. Emilly considerou a primeira prova "um pouco difícil" e atribuiu parte da preparação às atividades de raciocínio desenvolvidas em sala de aula.
Para a segunda etapa, a estudante espera encontrar uma prova menos complexa e conseguir resolver o maior número possível de questões.


