EDUCAÇÃO
Seminário nacional discute alfabetização e reúne gestores da Bahia
Evento destacou avanços e desafios para garantir aprendizagem na infância

Discutir estratégias para garantir que todas as crianças sejam alfabetizadas na idade adequada foi um dos principais temas discutidos noSeminário Nacional pela Alfabetização 2026, realizado nos dias 29 e 30 de julho, no La Maison Dunas, em Fortaleza (CE).
Com o tema "Avançar com Equidade", o encontro reuniu representantes do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), pesquisadores, especialistas e gestores das redes estaduais e municipais de ensino de todo o país.
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A Bahia foi representada por gestores da educação estadual e pelos secretários municipais de Educação de Feira de Santana, Guanambi, Simões Filho, Alagoinhas, Camaçari, Lauro de Freitas e Salvador, que também desenvolvem ações voltadas ao fortalecimento da alfabetização.
Ao longo da programação, os debates reforçaram a importância do regime de colaboração entre União, estados e municípios, do uso de evidências na formulação de políticas públicas e da troca de experiências bem-sucedidas para ampliar a equidade na aprendizagem.
"Temos construído um regime de colaboração muito robusto, envolvendo todas as esferas de poder. Precisamos de todos os gestores olhando na mesma direção. Essa mudança é o grande avanço que tivemos, e o que permitiu a criação do Indicador Criança Alfabetiza (ICA) e modelar o Sistema Nacional de Educação", comentou Alexsandro Santos, subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância do MEC.
Avanços registrados na alfabetização
Os avanços registrados na alfabetização também foram destacados durante o seminário. No último levantamento, 3.155 municípios - cerca de 60% do total - alcançaram ou superaram a meta estabelecida. Em contrapartida, 808 cidades (15%) não atingiram o resultado esperado.
De acordo com a superintendente do Instituto Natura Brasil, Maria Slemenson, “o desafio agora é fazer com que esse avanço chegue a todas as crianças e isso exige um olhar para a equidade, fortalecimento da colaboração entre redes e construção de novas respostas para quem ainda não está sendo alcançado".
Para Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, o evento foi uma oportunidade para apresentação de experiências nos territórios capazes de inspirar políticas nacionais em prol da alfabetização.
“O Seminário Nacional pela Alfabetização foi muito rico para aprendermos, na prática, como garantir que todos os estudantes sejam alfabetizados na idade adequada. Tivemos diversos aprendizados que gestores públicos e educadores aqui presentes podem levar para seus territórios, contribuindo para a implementação de políticas educacionais capazes de tornar realidade o nosso sonho de alcançar a alfabetização de todas as crianças no Brasil”.
Já o diretor-presidente da Associação Bem Comum, Veveu Arruda, ressaltou a coerência entre os temas debatidos e os aprendizados proporcionados pelo evento.
“Saio com três convicções. A primeira é que a ciência da implementação é absolutamente necessária para dar suporte a quem está nos diferentes níveis de responsabilização pela alfabetização. A segunda é a importância de compreender que a alfabetização é composta por leitura, escrita e noções básicas de matemática. E a terceira foi a própria estratégia do encontro de colocar as pessoas para conversar, reservando momentos para que quem estava próximo trocasse experiências ali mesmo”.
A segunda edição do Guia de Acompanhamento Escolar nas Redes Públicas de Ensino foi lançada na noite da quarta-feira, 29, pela Associação Bem Comum. A publicação busca fortalecer o acompanhamento da aprendizagem e apoiar gestores e educadores na tomada de decisões baseadas em evidências.
Sobre o Seminário Nacional pela Alfabetização
Promovido pela Aliança pela Alfabetização - coalizão composta por Associação Bem Comum, Fundação Lemann, Instituto Natura e NOVA Foundation -, em parceria com o CAEd/UFJF, o encontro reuniu cerca de 500 pesquisadores, gestores e lideranças educacionais dos 26 estados e do Distrito Federal, além de representantes de mais de 70 municípios, para discutir os caminhos para uma alfabetização com equidade no Brasil. O evento também mobilizou o público virtual, com mais de 11 mil inscritos para acompanhar a programação de forma online.



