UNIÃO
SESI e Acelen reforçam apoio à educação no Concurso Jovem Jornalista
CCJJ 2026 uniu educação, tecnologia e valorização das histórias locais


Realizado na noite desta quarta-feira, 30, pelo A TARDE Educação, o Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) 2026 buscou estimular estudantes baianos a transformar experiências pessoais e histórias de seus territórios em produção jornalística. Com o tema “De onde eu venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar no mundo”, a iniciativa reúne instituições públicas e privadas em uma proposta que aproxima educação, comunicação e formação de jovens.
Além de incentivar a produção de textos, o concurso reforça a importância da leitura e da escrita em um cenário marcado pela presença cada vez maior das tecnologias no cotidiano de crianças e adolescentes. A proposta é criar espaço para que os participantes observem a realidade ao redor, reflitam sobre suas vivências e registrem, por meio da palavra, as características dos lugares onde vivem.
Para a gerente de Educação Regular do SESI, Jucineide Melo, a iniciativa dialoga diretamente com o trabalho desenvolvido pela instituição para incentivar a leitura, a escrita e a produção de conhecimento nas escolas.
“Enquanto SESI, instituição que trabalha e faz um trabalho muito forte nas nossas escolas, voltado para a produção de conhecimento e também para o incentivo à leitura e à escrita, nós sabemos que isso é muito importante, principalmente quando se fala de uma escrita que está narrando a vida, que traz o seu contexto territorial, o seu sentimento de pertencimento”, afirmou.
Segundo Jucineide, escrever também representa uma forma de expressão e de construção da identidade dos estudantes. Ela destaca que o projeto contempla diferentes faixas etárias e pode contribuir para a formação ao longo da vida.
“Escrever é você escrever o que você é. E isso traz muita dinâmica para a vida daquele que está se formando, desde as nossas crianças até os jovens e adultos, porque o projeto abraça todos eles”, explicou.
A gerente também chamou atenção para o desafio de estimular a escrita em um período em que crianças e adolescentes passam cada vez mais tempo diante das telas. Para ela, reservar momentos para a produção textual tem um significado importante no processo educacional.
“Nesse momento em que a tecnologia, a tela, tem feito com que as nossas crianças e adolescentes tenham uma vida muito mais voltada para a tela. Tirar tempo para escrever é muito significativo nesse tempo”, disse.
No trabalho desenvolvido pelo SESI, as bibliotecas também são utilizadas como espaços de aprendizagem e incentivo à leitura. A proposta, segundo Jucineide, é integrar os livros a outras áreas do conhecimento e às ferramentas tecnológicas.
“Os nossos livros não estão apenas pendurados nos seus lugares, mas são livros vivos, e cada leitura é desdobrada em áreas de conhecimento, usando, sim, a tecnologia, usando a robótica, usando todo o percurso de inovação e criatividade para a construção de conhecimento”, destacou.
A participação do SESI no CCJJ também reforça a proposta de integrar diferentes ferramentas ao processo de formação dos estudantes, mostrando que tecnologia e leitura podem fazer parte de uma mesma experiência educacional.
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Entre as instituições que apoiam o CCJJ 2026 está a Acelen, que desenvolve projetos voltados à educação e à qualificação profissional. Para a gerente de Responsabilidade Social da empresa, Ilka Danusa, iniciativas educacionais podem ampliar o acesso de jovens e comunidades a novas oportunidades.
“A Acelen acredita que a educação é uma grande possibilidade para acessar oportunidades e para que jovens, crianças, adultos, enfim, possam acessar transformações também”, afirmou.
A empresa desenvolve o Acelen Acender, programa voltado à capacitação, e posteriormente ampliou a atuação junto às comunidades por meio do Acelen Acender Comunidades, com ações direcionadas à educação de jovens e à preparação para o mercado de trabalho.
De acordo com Ilka, a proposta do CCJJ também se conecta a esse objetivo ao estimular estudantes, professores e escolas a refletirem sobre os próprios territórios e compartilharem essas experiências por meio da escrita.
“Uma iniciativa como essa, que estimula, fomenta para que jovens, escolas e professores possam falar dos seus territórios, é algo que, com certeza, nos motiva e faz com que a gente queira caminhar em uma parceria como essa”, disse.
A gerente de Responsabilidade Social da Acelen também destacou a importância de estimular hábitos de leitura e escrita entre as novas gerações, que mantêm uma relação diferente com a tecnologia em comparação com gerações anteriores.
“Estimular a leitura, estimular a escrita, é algo extremamente positivo”, ressaltou.
Durante a iniciativa, a participação dos estudantes também foi marcada pela presença e pelo envolvimento das famílias. Segundo Ilka, o momento de apresentação e reconhecimento dos trabalhos despertou orgulho entre os familiares.
“A gente veio aqui, né, e, quando chegou, as famílias estavam orgulhosas, tirando fotos, celebrando esse momento, que é realmente para ser celebrado”, contou.
Para a representante da Acelen, ações como o CCJJ podem alcançar um número ainda maior de estudantes e instituições de ensino, especialmente diante da dimensão territorial da Bahia.
“A gente acredita que iniciativas como essa precisam continuar e precisam acessar escolas, crianças, secretarias de Educação, ainda mais num estado como o nosso, com 417 municípios”, afirmou.
Ao incentivar a leitura, a escrita e a produção de histórias a partir dos próprios territórios, o CCJJ 2026 amplia o espaço para que estudantes baianos registrem suas experiências e desenvolvam um olhar mais atento sobre as comunidades onde vivem. O apoio de instituições como SESI e Acelen também contribui para ampliar o alcance da iniciativa e fortalecer ações voltadas à educação, à formação de leitores e à criação de oportunidades para jovens de diferentes regiões da Bahia.
O Concurso Cultural Jovem Jornalista (CCJJ) 2026 é uma realização do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, e conta com o apoio da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC/BA), da Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás), da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA) e da Rio Energy. A iniciativa tem patrocínio da Acelen, do SESI, do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e da Neoenergia Coelba.


