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EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

Tecnologia educacional é prioridade para Bahia

Marcius Gomes destacou investimentos em tecnologia durante agenda em Lauro de Freitas

Loren Beatriz Sousa
Por
Secretário da Educação da Bahia, Marcius Gomes, cumpre agenda em Lauro de Freitas
Secretário da Educação da Bahia, Marcius Gomes, cumpre agenda em Lauro de Freitas - Foto: José Simões / Ag. A TARDE

Em entrevista exclusiva à reportagem de A TARDE, nesta quinta-feira, 3, o secretário da Educação da Bahia, Marcius Gomes, afirmou que o estado tem tratado a tecnologia educacional como uma agenda prioritária.

“É uma agenda que a gente celebra muito. Primeiro, pelo reconhecimento dessa estrutura, que é a política de educação profissional e tecnológica da Bahia, e transversalizando com esses investimentos que são tão importantes para a nossa juventude. Quando falamos do acesso à tecnologia, ao wi-fi e à rede de computadores, estamos falando do acesso ao conhecimento, que está na palma da mão de cada jovem”, destacou.

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Segundo ele, os investimentos em conectividade foram ampliados desde a pandemia da Covid-19, com distribuição de equipamentos e fortalecimento da infraestrutura tecnológica da rede. O estado possui mais de 1.600 unidades escolares, considerando sedes e anexos, e a conectividade passou a ser tratada como parte da estrutura necessária para garantir qualidade na educação.

“Não falamos da conectividade apenas para o acesso ao celular ou acesso ao WhatsApp, mas pensando nisso como instrumento de ação pedagógica. O acesso à tecnologia, ao wi-fi são fundamentais e é nisso que nós estamos apostando”, disse.

Conectividade para reduzir desigualdades

Para Marcius, a expansão da internet também precisa ser compreendida como uma política de equidade. O acesso à rede permite que estudantes de diferentes territórios tenham contato com conteúdos e oportunidades que muitas vezes não estão disponíveis em suas comunidades.

A preocupação é particularmente relevante em áreas rurais, quilombolas e indígenas, onde as condições de infraestrutura podem dificultar a chegada de serviços de telecomunicações.

“As 245 unidades enquadradas nessa condição já contam com cobertura e links de internet, com velocidades que chegam a 100 e 200 megabits. [...] Imagina um menino do quilombo, um menino da aldeia, ter acesso a essas informações na palma da mão. Então, há uma prioridade também nesses investimentos, e a gente sabe o quanto ainda precisa avançar - em nível nacional tem um grande desafio ainda, que é o acesso por fibra óptica -, mas a gente tem cuidado de cada canto do estado, de cada unidade escolar para garantir esse processo de aprendizagem”, explicou.

A estratégia do governo estadual, conforme detalhou o secretário, é garantir que as novas escolas tenham padrões semelhantes de infraestrutura, independentemente do território onde estejam localizadas.

“A escola que nós entregamos em Salvador ou aqui em Lauro de Freitas, é a mesma escola que a gente entrega no quilombo, na aldeia, nos diversos espaços da Bahia. Então, o primeiro movimento é garantir a qualidade na estrutura física”, disse.

Tecnologia também mira desenvolvimento econômico

Além da educação, a expansão dainfraestrutura tecnológica é vista como estratégica para o desenvolvimento econômico dos territórios. O secretário citou o potencial da Bahia em áreas como tecnologia da informação, data centers e energias renováveis.

Para ele, a formação oferecida pela rede de educação profissional pode ajudar a preparar jovens para um mercado que demanda cada vez mais profissionais ligados à tecnologia.

“É uma agenda sobre a qual eu diria que nós estamos bastante inquietos, no sentido de potencializar ainda mais o debate sobre o desenvolvimento da Bahia. Tem experiências como essa do CEEPTIC [Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação] que apontam que nós temos um potencial enorme nessa rede de educação profissional e tecnológica em todo o estado, para pensar justamente esse acesso, mas também a garantia do desenvolvimento econômico e social de cada território de identidade. A pauta de TI é uma pauta que hoje tem crescido mundialmente”, concluiu.

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